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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Donald Trump e Kim Jong-un encerram encontro sem acordo e antes do previsto

Líderes dos EUA e da Coreia do Norte divergiram sobre sanções e desmantelamento de complexo nuclear.


Por G1

Terminou sem acordo o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Os dois chefes de estado fizeram nova série de reuniões em Hanói, no Vietnã, nesta quinta-feira (28), mas a cúpula acabou antes do previsto sem nenhum novo tratado.

Kim Jong-un e Donald Trump passeiam nos jardins do hotel Metropole, em Hanói, capital do Vietnã — Foto: Leah Millis/Reuters
Kim Jong-un e Donald Trump passeiam nos jardins do hotel Metropole, em Hanói, capital do Vietnã — Foto: Leah Millis/Reuters

Trump disse, em coletiva de imprensa, que a Coreia do Norte exigia o fim de todas as sanções impostas ao regime de Kim. O presidente norte-americano não concordou e, portanto, decidiu não assinar o acordo.

"A gente tinha os papéis prontos para serem assinados, mas prefiro fazer do jeito certo do que fazer correndo", afirmou Trump.

Diante do impasse, os dois deixaram a reunião mais de uma hora antes do previsto. Nem mesmo o almoço com as delegações dos dois países aconteceu.

Assim, a segunda cúpula entre os dois líderes terminou de maneira diferente da primeira, que aconteceu em junho de 2018. Naquele encontro em Singapura, a Coreia do Norte se comprometeu em iniciar o processo de desnuclearização do país. O acordo, porém, foi criticado porque não incluía um cronograma ou a previsão de medidas concretas para colocar em prática o desmantelamento do programa nuclear norte-coreano.

O que cada lado queria?

Apenas Donald Trump falou com jornalistas após o fim da reunião. Os Estados Unidos queriam o desmantelamento completo do Complexo de Yongbyon – parque nuclear considerado chave para a Coreia do Norte.

Trump disse que Kim, em contrapartida, queria o fim de todas as sanções impostas ao regime norte-coreano. Na avaliação do presidente norte-americano, isso seria um "desnível" na expectativa entre os dois países.

"Ele [Kim] quer desnuclearizar, mas ele quer fazer isso somente nas áreas que consideramos menos importantes", comentou Trump.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, comentou que Kim "não estava preparado" para responder aos pedidos dos EUA. "Essas negociações levam tempo", ponderou.

Mesmo sem acordo, Trump disse ter havido novos avanços nas relações entre os dois países, mas não especificou quais. "A Coreia do Norte tem um potencial incrível", disse.

Segundo comunicado da Casa Branca, as delegações dos dois países esperam fazer novo encontro no futuro. Trump, porém, afirmou não saber quando uma nova rodada de negociações poderia ocorrer.

Kim prometeu manter desnuclearização

Trump também disse que Kim Jong-un se comprometeu a não retomar os testes com mísseis balísticos. "Eu confio nele, na palavra dele."

O presidente dos EUA elogiou o norte-coreano e negou ter havido qualquer hostilidade durante o encontro. "Às vezes é preciso se retirar", disse.

"Ele foi muito amigável. Não é como se eu tivesse me levantado e ido embora, acho que ele me entendeu", comentou Trump sobre Kim.

Mais cedo, Kim havia afirmado estar disposto a desmantelar o programa nuclear da Coreia do Norte. "Se não estivesse, não estaria aqui", disse o líder norte-coreano antes das reuniões desta quinta-feira.

Kim, no entanto, estava reticente quanto ao sucesso da reunião. Perguntado sobre as expectativas para os encontros desta quinta-feira, ele respondeu apenas: "É muito cedo para falar. Eu não diria que estou pessimista", emendou.

Aquelas, aliás, foram as primeiras respostas que Kim deu às perguntas de jornalistas estrangeiros na história. Na cúpula de junho de 2018, o ditador norte-coreano não respondeu espontaneamente aos questionamentos da imprensa.

Sobre o que mais Trump e Kim conversaram?

Veja abaixo os outros assuntos abordados pelos dois líderes na cúpula do Vietnã

  • Direitos humanos
Trump afirmou ter conversado com Kim sobre Otto Warmbier – cidadão norte-americano morto pouco depois de sair de um campo de trabalhos forçados onde estava preso na Coreia do Norte. O presidente dos EUA disse "não acreditar que Kim permitiria que isso acontecesse".

"Aquelas prisões são lugares duros, onde coisas ruins acontecem. Não acredito que ele sabia sobre elas, se soubesse, ele se sentiria muito mal", defendeu Trump.

Warmbier visitava a Coreia do Norte em 2016 quando foi preso e condenado a 15 anos de trabalhos forçados por suspeita de ter roubado um poster da propaganda estatal norte-coreana. Ele morreu em junho de 2017, assim que voltou aos EUA.

Mais cedo, em uma breve coletiva de imprensa no começo do dia, nem Kim nem Trump responderam diretamente se os direitos humanos seriam abordados nas reuniões. "Falamos sobre tudo", esquivou-se o presidente dos EUA.
  • Representação dos EUA em Pyongyang
Pouco antes de uma das reuniões, Kim e Trump afirmaram estar dispostos a abrir uma representação oficial dos Estados Unidos em Pyongyang – a capital norte-coreana.

"Acho que seria uma ideia bem-vinda", respondeu Kim ao ser perguntado sobre a proposta. Trump concordou: "Parece uma boa ideia".

Como Estados Unidos e Coreia do Norte não mantêm, oficialmente, relações diplomáticas, não há embaixada nem qualquer tipo de representação da Casa Branca na capital norte-coreana. Da mesma forma, o regime de Kim também não tem nenhum escritório em território norte-americano.

Nem Trump nem Kim deram detalhes sobre qual seria o tipo dessa representação. Eles também não falaram na possibilidade de abrir um escritório norte-coreano nos Estados Unidos.

Primeiro dia teve troca de elogios

Durante a abertura da cúpula, na quarta-feira (28), Trump e Kim trocaram elogios e disseram estar otimistas com o encontro em Hanói – em que ambos esperavam fechar novo acordo.

"Seu país tem um potencial econômico tremendo. Você terá um futuro tremendo para seu país, você é um grande líder. Vamos ajudar", disse Trump a Kim diante da imprensa.

"Achei que a primeira cúpula foi um grande sucesso, e estou esperançoso de que esta será igual ou melhor que a primeira", completou Trump.

Kim elogiou o que chamou de "corajosa decisão política" de Trump de promover esse segundo encontro.

"Fomos capazes de superar todos os obstáculos e estamos aqui hoje. Estou certo de que um resultado será alcançado desta vez, e será bem recebido por todas as pessoas. Eu farei o meu melhor para que isso aconteça", declarou Kim Jong-un.


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