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Irã ameaça romper limite de reservas de urânio; entenda o que país pode fazer se sair de acordo nuclear

Sem regulação, país pode adotar equipamentos mais modernos e rápidos e ampliar volume de enriquecimento de material que pode ser usado em armas nucleares. Acordo foi firmado em 2015 entre Irã e mais seis países, mas Trump retirou EUA em maio de 2018.
Associated Press

O Irã anunciou que irá exceder o limite de reservas de urânio determinado pelo acordo nuclear de 2015, ampliando as tensões no Oriente Médio.

O prazo de 27 de junho dado por Teerã vem antes de outra data limite, 7 de julho, para que a Europa apresente melhores termos para que o país permaneça no acordo. Se essa segunda data passar sem nenhuma ação, o presidente iraniano Hassan Rouhani diz que a república islâmica irá provavelmente retomar o alto enriquecimento de urânio.

Veja a seguir em que situação está o programa nuclear do Irã atualmente:

O acordo nuclear

O Irã fechou um acordo nuclear em 2015 com Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China. O acordo, formalmente conhecido como Plano de Ação Conjunto Abran…

Em meio a laços agitados com Síria, Erdogan diz ser importante não se afastar de inimigos

Ancara e Damasco romperam relações diplomáticas em 2012 após conflito armado na Síria. Em dezembro do ano passado, o chanceler turco, Mevlut Cavusoglu, afirmou que Ancara só estava em contato com Damasco através de países terceiros, como Rússia e Irã.


Sputnik

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que Ancara mantém relações com a Síria por meio das agências de inteligência dos dois países, que podem manter ligação mesmo sem os líderes estarem na mesma sintonia.


Presidente turco Erdogan Recep Tayyip Erdogan e presidente sírio Bashar Assad (foto de arquivo)
Recep Tayyip Erdogan e Bahsar Assad © AFP 2018 / IBRAHIM USTA / POOL

"A política externa está sendo conduzida com a Síria a um baixo nível. Mesmo que seja seu inimigo, você não quebrará completamente os laços em caso de precisar deles", disse Erdogan à emissora estatal TRT.

Erdogan tem repetidamente excluído qualquer conversa direta com o presidente sírio, Bashar Assad, tendo o chanceler turco destacado em dezembro do ano passado que Ancara estava em contato com Damasco somente através de países terceiros, incluindo Rússia e Irã.

O governo turco consideram as Unidades de Proteção Popular (YPG) curdas na Síria parte do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que, consequentemente, está na lista de organizações terroristas da Turquia.

Tropas turcas e rebeldes do Exército Livre da Síria apoiados por Ancara realizaram duas operações militares na Síria nos últimos anos, justificando-as pela necessidade de proteger fronteiras com a Síria em meio à ameaça representada pelas forças curdas.

Militares turcos controlam as cidades de Afrin, Jarablus e Al-Bab, no norte da Síria, o que causa indignação de Damasco.

No início de dezembro, o presidente turco anunciou que Ancara estava pronta para lançar uma operação militar contra as milícias curdas — que considera serem grupos terroristas — na margem oriental do Eufrates, bem como na cidade síria de Manbij, localizada perto da fronteira turca, se os Estados Unidos não facilitarem a retirada da milícia da região.

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