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Chefe da ONU diz que é essencial evitar escalada de tensões no Irã

O chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, alertou neste domingo que é essencial evitar “qualquer forma de escalada” das tensões no Golfo, em meio a temores de um conflito após a derrubada de um drone norte-americano pelo Irã na semana passada.
Por Catarina Demony | Reuters

LISBOA (Reuters) - “O mundo não pode permitir um grande confronto no Golfo”, disse Guterres, nos bastidores da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, em Lisboa . “Todos devem manter nervos de aço.”

Na quinta-feira, um míssil iraniano destruiu um drone de vigilância dos EUA, em um incidente que o governo norte-americano disse que aconteceu no espaço aéreo internacional.

Trump disse mais tarde que ordenou o cancelamento de um ataque militar em retaliação pela ação que poderia ter resultado em 150 mortes.

Teerã repetiu no sábado que o drone foi abatido sobre seu território e disse que responderia com firmeza a qualquer ameaça dos EUA.

Os comentários de Guterres vêm um dia depois…

Embaixada russa mostra preocupação com 'tom bélico' de ministro britânico

A embaixada russa em Londres está preocupada com o "tom militarista" do discurso do ministro da Defesa do Reino Unido, Gavin Williamson, afirmou à Sputnik um representante da missão diplomática.


Sputnik

Na última segunda-feira, Williamson disse que após a conclusão do Brexit (saída dos britânicos da União Europeia) o Reino Unido deve "reforçar nossa presença global e aumentar a letalidade de suas armas".


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Gavin Williamson | Reprodução

O ministro britânico também declarou que o Reino Unido estará "pronto para agir" e intervirá com "poder duro" contra a Rússia, a China e outras nações ou agentes que possam atentar contra interesses nacionais.

"O tom militarista geral do discurso do chefe da entidade militar não pode deixar de dizer que as intenções de 'mostrar força', 'aumentar a letalidade de suas Forças Armadas' não estão ligadas às tarefas de garantir a segurança do Reino Unido", disse o representante da embaixada russa.

O oficial da Rússia enfatizou ainda que, dessa forma, Londres procura promover seus interesses no mundo com base na força militar.

Ele acrescentou que "esta linha não é muito esclarecedora, ela enfraquece a imagem do Reino Unido na arena internacional, que já foi gravemente prejudicada pelas agressões no Iraque, na Líbia e em outros países".

De acordo com outros representantes da embaixada russa em Londres, o tom bélico do ministro britânico, posicionando a Rússia como um "agressor", integra uma estratégia para tentar conseguir um aumento no orçamento para a defesa.

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