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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

EUA anunciam saída de acordo de desarmamento com a Rússia

Trump cumpre ameaça e comunica retirada do Tratado INF, de eliminação de mísseis de médio alcance, após acusar Moscou de desrespeitá-lo. Pacto foi marco da Guerra Fria e é fundamental para a segurança na Europa.


Deutsch Welle

A Casa Branca anunciou nesta sexta-feira (01/02) que os Estados Unidos vão deixar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, também conhecido como Tratado INF, assinado em 1987 com a então União Soviética.


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Trump: "Processo de retirada será concluído em seis meses a não ser que Rússia volte a respeitar tratado"

Segundo a Casa Branca, a decisão será implementada em seis meses, a não ser que a Rússia "volte a respeitar o tratado" nesse período. Logo em seguida, a Otan afirmou que apoia a decisão americana. O tratado prevê que um rompimento unilateral seja comunicado com seis meses de antecedência.

"Amanhã [sábado], os Estados Unidos vão suspender suas obrigações sob o Tratado INF e começar o processo de retirada, que será concluído em seis meses a não ser que a Rússia volte a respeitá-lo por meio da destruição de todos os mísseis, lançadores e equipamentos associados que o violam", afirma o comunicado.

O presidente Donald Trump acusou a Rússia de violar o tratado e, por isso, já havia ameaçado deixá-lo. A Casa Branca dera prazo de 60 dias, até este sábado, para que a Rússia cedesse. O Kremlin nega que esteja desrespeitando o acordo. Negociadores veem poucas chances de os dois lados se acertarem.

Em Berlim, a chanceler federal Angela Merkel afirmou que a Rússia violou os termos do tratado e tem, agora, um prazo de seis meses para atuar e evitar que a saída americana se concretize.

Especialistas temem uma nova corrida armamentista se o anúncio se concretizar. Além disso, muitos analistas avaliam que os americanos não têm mais interesse no acordo por ele não incluir a China, que teria cerca de 2 mil mísseis dentro do alcance previsto no tratado.

Os americanos e a Otan acusam a Rússia de desrespeitar o tratado com os mísseis do tipo 9M729 (SSC-8), que teriam alcance de 2.600 quilômetros, no mínimo, e poderiam atingir qualquer grande cidade europeia. A Rússia afirma que o alcance desses mísseis está abaixo de 500 quilômetros.

A União Europeia (UE) apelou aos Estados Unidos e à Rússia para que cumpram na íntegra o Tratado INF, realçando que a Europa não quer ser um campo de batalha. "Nós valorizamos muito o acordo e esperamos e insistimos que seja mantido em total conformidade por ambas as partes", salientou a alta representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, após uma reunião informal com os ministros europeus do Exterior em Bucareste, na Romênia. A chefe da diplomacia europeia afirmou que "a Europa é a região que mais beneficiou com esse acordo".

O Tratado INF foi assinado em 1987, ainda com a União Soviética, pelos então presidentes Ronald Reagan e Mikhail Gorbachov em Washington. Ele prevê a eliminação de mísseis lançados de solo com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros e foi o primeiro acordo de desarmamento selado durante a Guerra Fria por ambos os países.

O Tratado INF é visto como fundamental para a segurança na Europa. Para compensar o seu fim, países europeus poderão se ver obrigados a investir em armas nucleares para efeitos de dissuasão.

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