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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

EUA e Rússia disputam apoio na ONU a resoluções sobre a Venezuela

No Conselho de Segurança da ONU, Washington, que apoia Guaidó, defende ajuda humanitária ao país e eleições presidenciais livres e justas, enquanto Moscou, que apoia Maduro, condena "tentativas de intervenção".


Deutsch Welle

Os Estados Unidos propuseram ao Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução sobre a Venezuela, em que pedem que o país sul-americano facilite o acesso de ajuda humanitária internacional e realize novas eleições presidenciais. Em resposta, a Rússia propôs uma resolução rival.


Conselho de Segurança da ONU
Moscou e Washington apresentaram ao Conselho de Segurança da ONU visões opostas sobre o regime Maduro

O projeto apresentado pelos EUA, ao qual agências de notícias tiveram acesso neste sábado (09/02), expressa "pleno apoio" do Conselho de Segurança à Assembleia Nacional Venezuelana, controlada pela oposição, definindo-a como a "única instituição democraticamente eleita na Venezuela".

Manifestando "profunda preocupação com a violência e o uso excessivo da força por parte das forças de segurança venezuelana contra manifestantes pacíficos não armados", o texto pede também um processo político que conduza a eleições presidenciais "livres, justas e credíveis".

O projeto de resolução ressalta a necessidade de evitar uma "deterioração adicional da situação humanitária" na Venezuela, assolada por uma grave crise econômica e política, e de facilitar a entrega de ajuda aos que necessitam.

Washington ainda não indicou uma data para que o texto seja votado. Fontes diplomáticas afirmam que a Rússia – que apoia o presidente em exercício na Venezuela, Nicolás Maduro, e acusa os EUA de apoiarem um golpe de Estado no país sul-americano – utilizará seu direito de veto para barrar a resolução.

Na sexta-feira, Moscou propôs aos demais membros do Conselho um "texto alternativo" ao apresentado por Washington, segundo diplomatas. A proposta russa expressaria preocupação com "tentativas de intervenção em questões que estão essencialmente sob jurisdição doméstica" e "ameaças de uso da força contra a integridade territorial e a independência política" da Venezuela.

Segundo um diplomata ouvido pela agência de notícias AFP, o projeto russo não traz nada significativo sobre uma saída para a crise. Também não está claro quando e se o texto será votado.

Para ser aprovada, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU precisa de nove votos entre seus 15 membros e não pode ser vetada por nenhum dos cinco membros permanentes do grêmio: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.

Moscou e Washington estão em lados opostos na atual disputa pelo poder na Venezuela. Enquanto os EUA prontamente declaram apoio ao presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino em 23 de janeiro, a Rússia segue apoiando Maduro.

Além dos EUA, mais de 40 países já declararam apoio ao oposicionista Guaidó, entre eles Brasil, Alemanha e uma série de outras nações sul-americanas. Maduro ainda conta com o apoio não apenas de Moscou, mas também das Forças Armadas venezuelanas e da China, entre outros aliados.

Crise humanitária

Enquanto a população venezuelana enfrenta escassez de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos, Maduro afirma que Washington inventou uma crise humanitária em seu país para justificar uma intervenção.

Ajuda humanitária enviada pelos EUA foi encaminhada nos últimos dias para a cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, mas o governo Maduro impediu a entrada da carga no país. Na última terça-feira, o departamento de imigração colombiano divulgou fotos em que um contêiner e um carro-tanque bloqueiam as pistas de uma ponte que liga os dois países.

Guiadó vem pedindo apoio internacional para evitar uma catástrofe humanitária no país. Neste sábado, ele fez um apelo às Forças Armadas venezuelanas para que permitam o ingresso de ajuda externa.

"Não cometam violações de direitos humanos ao se tornarem responsáveis, direta ou indiretamente, pela morte de 250 mil a 300 mil venezuelanos", disse, citando estimativas de quantas pessoas correm risco de morte caso não seja permitida a entrada de ajuda externa no país.

O oposicionista afirmou a oposição fará "tudo o que for necessário" para para salvar vidas humanas e impedir que crianças morram.

Em meio à crise na Venezuela, Washington não descartou uma intervenção militar no país. No fim de janeiro, o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, afirmou que o presidente Donald Trump se mantém aberto a "todas as opções".

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