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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

EUA falam em enviar Maduro a "Guantánamo" se não aceitar transição de poder

John Bolton, assessor de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu nesta sexta-feira que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pode acabar em "Guantánamo" (Cuba), onde os EUA têm uma prisão militar para suspeitos de terrorismo, se não deixar em breve o poder.


EFE

Washington - "Ontem tuitei que desejo para ele um aposentadoria longa e tranquila em uma bonita praia longe da Venezuela. E quanto mais rápido aproveitar essa oportunidade (de anistia), mais provável que poderá ter uma aposentadoria agradável e tranquila em uma praia bonita ao invés de estar em outra região praieira como a de Guantánamo", disse Bolton em entrevista a uma rádio.


EFE/ Shawn Thew
John Bolton | EFE/ Shawn Thew

Perguntado pela Agência Efe, um porta-voz de Bolton não quis fazer mais comentários sobre a afirmação do assessor de Trump, um conhecido defensor da prisão militar que os EUA têm na base naval de Guantánamo e que trabalhou para o presidente americano que abriu esse campo de detenção, George W. Bush (2001-2009).

A advertência de Bolton chegou em resposta a uma pergunta feita pelo apresentador de rádio conservador Hugh Hewitt, que indagou sobre se Maduro enfrenta um possível "final ruim" como os do ditador italiano Benito Mussolini e do romeno Nicolae Ceausescu, que morreram executados.

Bolton aconselhou nesta quinta-feira Maduro e seus principais assessores que "aproveitem a anistia" planejada aos políticos chavistas pelo chefe do Parlamento venezuelano, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela e foi reconhecido pelos EUA e outros países.

O assessor de Trump desejou em seu tweet a Maduro "uma longa e tranquila aposentadoria, vivendo em uma bonita praia em um lugar longe da Venezuela", e a Casa Branca garantiu depois estar "aberta a ter conversas" sobre o presidente venezuelano poderia "ficar" se decidir deixar o poder.

"Não tenho certeza se alguém na Venezuela pode garantir a segurança de Maduro" caso fique no país depois de deixar o poder, disse um alto funcionário americano, que pediu o anonimato, em entrevista coletiva na quinta-feira.

"Maduro sente a necessidade de que sua equipe de segurança seja composta de pessoas não venezuelanas, mas cubanas e russas, portanto não acredito que Maduro se sinta seguro entre os venezuelanos, e provavelmente irá preferir outro lugar", acrescentou.

A advertência de Bolton sobre Guantánamo acontece quatro dias depois que o assessor de Trump gerou polêmica ao comparecer diante da imprensa na segunda-feira sustentando um papel no qual foi possível ler a frase "5 mil tropas à Colômbia".

Bolton não quis dar detalhes sobre o que significava essa referência, que um ex-funcionário do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Fernando Cutz, interpreta como uma possível "operação psicológica" para pressionar os militares venezuelanos e fazer com que rompam com Maduro, comentou.

O assessor de Trump confirmou, no entanto, que os Estados Unidos "não" estão planejando nenhuma intervenção militar iminente na Venezuela, seja de forma unilateral ou com a ajuda da Colômbia ou do Brasil.

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