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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

EUA pretendem gastar bilhões de dólares para atualizar seu arsenal nuclear, diz relatório

O alto valor estimado para atualizar o arsenal nuclear norte-americano é equivalente a aproximadamente 6% do orçamento direcionado à defesa dos EUA.


Sputnik

Isso se deve ao fato de que os EUA planejam gastar a quantia astronômica de aproximadamente US$ 500 bilhões (R$ 1,8 trilhão) durante a próxima década.


Um míssil nuclear ICBM Titan II desativado é visto em um silo no Missile Museum Titan. 12 de maio, 2015, Green Valley, Arizona.
ICBM Titan II norte-americano © AFP 2018 / BRENDAN SMIALOWSKI

O Congresso deve fazer estimativas para as forças nucleares do país para os 10 anos seguintes a cada dois anos, segundo a lei.

Entretanto, a quantia representa um aumento de mais de 23% desde a última estimativa, realizada em 2017, quando a estimativa era de US$ 400 bilhões (R$ 1,47 trilhão).

A diferença entre os valores se deve ao fato de que anteriormente o governo americano não pretendia aumentar os custos relacionados aos armamentos nucleares.

O membro republicano do comitê para as Forças Armadas, Mac Thornbery, admitiu que o custo poderá ser motivo de conflito com os democratas, mas ressaltou que a modernização nuclear valia esse custo, segundo o portal Defense News.

"Eu acredito que todas as estimativas anteriores previam que isso não somaria mais do que 7% do orçamento da defesa e, do meu ponto de vista, é nisso que nossos esforços de defesa estão baseados", disse Thornberry, enfatizando que ele não tem dúvidas "que esse será um tópico que todos discutirão neste ano".

Além disso, os EUA também pretendem realizar algumas mudanças em seu arsenal nuclear, conforme a Revisão da Postura Nuclear.

Estas mudanças incluem o desenvolvimento de um míssil balístico de baixa potência lançado por submarino, o desenvolvimento de um novo míssil de cruzeiro naval e o aumento da produção de plutônio. Apesar disso, não está claro como esses novos programas se desenvolverão e com que velocidade.

Conforme a repartição dos custos, US$ 234 bilhões (R$ 860 bilhões) serão gastos em sistemas estratégicos de transporte de armas nucleares e armamentos, incluindo submarinos.

Já US$ 15 bilhões (R$ 55 bilhões) são destinados a sistemas nucleares táticos de transporte e armamentos, incluindo aeronaves táticas para transporte dessas armas, além de US$ 106 bilhões (R$ 390 bilhões) destinados aos laboratórios de armamentos nucleares do Departamento de Energia e novas instalações de produção.

Outros US$ 77 bilhões (R$ 283 bilhões) serão direcionados ao comando, controle, comunicações e sistemas de alerta nucleares, utilizados para coordenar qualquer ação nuclear.

Os US$ 62 bilhões (R$ 227 bilhões) restantes serão destinados aos custos adicionais que podem ocorrer entre 2019 e 2028, caso os custos dos programas nucleares excedam os valores iniciais.

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