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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Europa 'desempenha função dada' pelos EUA na crise venezuelana, assegura especialista

No dia 31 de janeiro, o Parlamento Europeu se tornou a primeira instituição da UE a reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da República Bolivariana da Venezuela. O especialista político russo esclarece por que a Europa decidiu reconhecê-lo presidente.


Sputnik

Na quinta-feira (31), o Parlamento da União Europeia — com maioria dos votos — reconheceu Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.


Manifestação venezuelana em Buenos Aires em apoio ao autoproclamado líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, 23 de janeiro de 2019
© AFP 2018 / Ronaldo Schemidt

Além disso, na resolução aprovada, o Parlamento fundamentou decisão no fato de Nicolás Maduro "ter rejeitado publicamente a possibilidade de realizar novas eleições presidenciais" na sequência do pedido da União Europeia, tendo o ultimato expirado em 26 de janeiro.

O cientista político, diretor do Departamento de Ciências Políticas do Instituto de Finanças vinculado ao governo da Rússia, Pavel Salin, avaliou a situação em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.

"Está ocorrendo uma campanha iniciada e organizada pelos EUA para substituição do regime de [Nicolás] Maduro, e a Europa desempenha nessa campanha uma função dada a ela", afirmou.

"Já era esperado que cedo ou tarde o Parlamento Europeu tomasse essa decisão, pois agora é evidente que os americanos não planejam alterar cenário inicial. Portanto, até não diria que o Parlamento Europeu está 'assumindo muita responsabilidade', pois neste caso não está assumindo nada. Ele simplesmente está desempenhando a função dada", explicou.

De acordo com Pavel Salin, a questão principal não está ligada ao posicionamento dos aliados dos EUA, mas ao nível de apoio prestado ao presidente legítimo da Venezuela, Nicolás Maduro, dentro do país.

"A questão é por quanto tempo Maduro conseguirá resistir ao cenário, e que medidas serão tomadas pelos EUA se os recursos de Maduro forem suficientes", especificou.

Ainda sobre o tema, o analista sublinhou que, se Maduro conseguir resistir, não dá para saber se os EUA começarão intervenção militar por si só ou mascararão suas ações através de forças aliadas, concluiu.

No dia 23 de janeiro, o presidente da Assembleia venezuelana, Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país, apelando ao artigo 233 da Constituição.

O segundo mandato de Nicolás Maduro, atual presidente da Venezuela, não foi aceito pelos EUA e por mais vinte países, que decidiram não reconhecê-lo como chefe de Estado, alegando que as eleições foram "fraudulentas". Maduro e a sua administração consideram que Washington esteja arquitetando golpe de Estado contra o país.

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