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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

França considera que Guaidó tem legitimidade para organizar eleição presidencial na Venezuela

Espanha, Alemanha, Reino Unido, França, Suécia, Dinamarca, Áustria, Holanda e Portugal reconheceram a liderança de Juan Guaidó. No domingo, terminou o ultimato que vários países tinham dado para que Nicolás Maduro convocasse eleições.


Por G1

Espanha, Alemanha, Reino Unido, França, Suécia, Dinamarca, Áustria, Holanda e Portugal reconheceram nesta segunda-feira (4) Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. As declarações de apoio acontecem após o fim do prazo dado por vários países europeus para que o presidente Nicolás Maduro convocasse eleições presidenciais no país.

Líder da oposição, Juan Guaidó, acena para simpatizantes, em Caracas, em manifestação no sábado (2)  — Foto: Juan Barreto / AFP
Líder da oposição, Juan Guaidó, acena para simpatizantes, em Caracas, em manifestação no sábado (2) — Foto: Juan Barreto / AFP

Na quinta-feira (31), o Parlamento Europeu já tinha reconhecido o líder oposicionista como presidente e tinha pedido para que os países da União Europeia fizessem o mesmo. O bloco europeu fez um apelo por eleições "livres e credíveis" na Venezuela, mas não fez uma referência direta à iniciativa de Guaidó de se autodeclarar presidente para conduzir um governo de transição.

Juan Guaidó, eleito presidente da Assembleia Nacional, autodeclarou-se presidente interino durante uma grande manifestação da oposição em Caracas, em 23 de janeiro, e ganhou o reconhecimento de várias nações, como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Brasil e outras nações latino-americanas.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, pediu para que Guaidó convoque as eleições “no menor tempo possível”.

O governo britânico afirmou que o “povo venezuelano merece um futuro melhor” e que o governo analisa sanções contra a Venezuela.

"Eles sofreram o suficiente e o regime de Maduro deve acabar. É hora de eleições livres e justas. Estamos analisando quais medidas adicionais podemos tomar para garantir a paz e a democracia na Venezuela, inclusive por meio de sanções", disse o porta-voz da primeira-ministra britânica, Theresa May.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o povo venezuelano tem o direito de se expressar "livre e democraticamente". "França reconhece @jguaido como 'presidente encarregado' de implementar um processo eleitoral", declarou no Twitter.

Rever relações

O governo de Maduro afirmou que vai rever as relações bilaterais com países-membros da União Europeia que declararam apoio a Guaidó.

O governo venezuelano "expressa sua rejeição mais enérgica da decisão adotada por alguns governos europeus, na qual eles se submetem oficialmente à estratégia do governo dos EUA para derrubar o governo legítimo do presidente Nicolás Maduro", disse o governo em comunicado, segundo a Reuters.

"É o roteiro dos gringos (Estados Unidos), e é o roteiro que a Europa segue hoje. Talvez reflitam. Deram passos em falso, mas não nos perturba, não nos distraem, porque nós sabemos quem está tomando as decisões", sustentou o chanceler de Maduro, Jorge Arreaza.

Ultimato europeu

Seis países europeus (Alemanha, Espanha, França, Holanda, Portugal, Reino Unido) tinham dado até até domingo (3) para Maduro convocar uma nova eleição presidencial.

Faltando pouco para o término do prazo dado pelos países europeus, Maduro descartou essa possibilidade.

"Por que a União Europeia tem que dizer a um país do mundo que já fez eleições que deve repetir suas eleições presidenciais, por que não foram vencidas por seus aliados de direita?", indagou Maduro.

O presidente venezuelano insiste na sua proposta de organizar apenas eleições antecipadas para o Parlamento, que desde 2016 é controlado pela oposição.

Em agosto de 2017, em uma estratégia para driblar a oposição do Parlamento, Maduro instaurou, Assembleia Constituinte (formada apenas por chavistas) para assumir os poderes legislativos.

Em 2019, o Parlamento elegeu Juan Guaidó como seu presidente e declarou Maduro "usurpador", mas teve seus atos anulados pelo Tribunal Supremo de Justiça, que apoia o governo.

Apesar da crescente pressão internacional, Maduro conta com o apoio das Forças Armadas. No fim de semana, porém, o general da divisão de Aviação venezuelana, Francisco Yánez, declarou apoio a Guaidó e se converteu no militar na ativa de mais alto escalão a reconhecer o autodeclarado presidente interino.

ONU se mantém neutra

A Organização das Nações Unidas (ONU) não tomará parte de nenhuma das iniciativas propostas por diferentes países para tentar solucionar a crise na Venezuela, anunciou nesta segunda-feira o secretário-geral da organização, António Guterres.

Em vez disso, a ONU optará por manter sobre a mesa sua própria oferta de mediação ao governo e à oposição do país, disse Guterres em declarações aos jornalistas.

O diplomata português explicou que, embora tenha estado em contato com diferentes governos, a Secretaria-Geral das Nações Unidas decidiu "não ser parte de nenhum destes grupos, para dar credibilidade à nossa contínua oferta de bons ofícios".

A posição é semelhante à de México e Uruguai, que optaram por uma posição de neutralidade diante da crise. Os dois países ainda ressaltaram a Guterres que podem oferecer às partes venezuelanas alternativas para o diálogo e para uma solução pacífica.

Noruega não reconhece Guaidó

O Governo da Noruega informou nesta segunda-feira que não reconhece o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela, e pediu diálogo entre as partes e a realização de novas eleições.

"A Noruega tem como tradição reconhecer Estados, não Governos", declarou à agência "NTB" a ministra de Relações Exteriores norueguesa, Ine Eriksen Søreide, que ressaltou, no entanto, que mostra o "apoio" a Guaidó como "presidente eleito e legítimo da Assembleia Nacional".

A Noruega, que não pertence à União Europeia (UE), se distancia assim da postura de países como Alemanha, França, Espanha e Reino Unido, assim como de seus vizinhos Suécia e Dinamarca, que hoje reconheceram Guaidó como presidente interino.

"Mantemos o pedido de respeito pelos direitos democráticos e de novas eleições. A situação na Venezuela piorou. Convidamos as partes a estabelecer um processo político inclusivo que leve a eleições", afirmou Søreide.

Plano Real

Guaidó denunciou a intimidação das forças de segurança contra sua família. Ele também teve suas contas congeladas pelo Tribunal Supremo da Venezuela, que ainda o proibiu de deixar o país.

Em entrevista exclusiva ao Fantástico, Guaidó afirmou que está pesquisando sobre o Plano Real, lançado no governo Itamar Franco, para enfrentar a hiperinflação que assola o país. “Estivemos procurando informações sobre o Plano Real, que conteve a inflação, para tomá-lo como modelo para resolver o que acontece na Venezuela”, declarou.

O país enfrenta uma nova onda de protestos desde o dia 21 de janeiro, quando um grupo de militares se rebelou e pediu para que os venezuelanos fossem para as ruas protestar contra o governo.

A degradação da situação socioeconômica do país também motiva as manifestações, que antes eram isoladas e por motivos pontuais, como a falta de fornecimento de água ou de gás. O aumento salarial de 400% anunciado por Nicolás Maduro fez com que os preços disparassem ainda mais.

Na semana passada, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump,emitiu sanções contra a estatal petroleira venezuelana PDVSA, medida que deve reduzir as rendas de um país já assolado pela falta de remédios e a desnutrição.


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