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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".


EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


Gorbachov em foto de 2016. EFE/Sergei Ilnitsky
Gorbachov em foto de 2016. EFE/Sergei Ilnitsky

"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deixar o INF está o "afã dos EUA de se libertar de toda restrição no âmbito dos armamento e de conseguir a supremacia militar absoluta".

Após ressaltar que no mundo de hoje esse objetivo é inalcançável, o político afirmou que "o resultado do atual giro destrutivo será totalmente distinto: desestabilização da situação estratégica, nova corrida armamentista e impredecibilidade da política mundial".

"É necessária uma mudança grande na mentalidade dos políticos. A mentalidade militarista conduziu à militarização da conduta dos estados, às campanhas militares na Iugoslávia, no Iraque, na Líbia e em outros países, cujas consequências serão sentidas durante longo tempo", acrescentou.

O ex-líder soviético insistiu que "a chave para solucionar os problemas de segurança não se encontra nas armas, mas na política".

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