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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Governo de Maduro revisará relações com países que reconheceram Guaidó

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira que as relações com os governos europeus que reconheceram o chefe da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino do país, serão revisadas.


EFE

Caracas - Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela afirmou que a revisão das relações começará imediatamente e continuará até que esses países retifiquem seus posicionamentos, descartando o apoio aos "planos golpistas" da oposição.


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. EFE/Imprensa Miraflores
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. EFE/Imprensa Miraflores

Além disso, o governo de Maduro afirma em comunicado que a soberania da Venezuela não está submetida a nenhum tipo de reconhecimento por parte de autoridade estrangeira.

Guaidó foi reconhecido como presidente interino da Venezuela nesta segunda-feira por 12 países europeus. Na prática, esses governos estão considerando como ilegítima a posse de Maduro para seu segundo mandato presidencial de seis anos.

O governo de Maduro reafirmou que é vítima de um golpe de Estado patrocinado pelos Estados Unidos e pelas "oligarquias" da região. Nesse sentido, o comunicado critica o "grau de subordinação" dos países europeus às políticas ditadas pela Casa Branca.

"Denunciamos que essa decisão viola abertamente os princípios e práticas que regem as relações diplomáticas, estabelecendo um precedente perigoso para a convivência pacífica entre as nações", completou o ministério na nota.

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