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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Guaidó promete que mudança de governo venezuelano será vantajosa para Rússia e China

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino bolivariano, em entrevista à Reuters, afirmou que a mudança de governo vai ser vantajosa para os principais parceiros comerciais – Moscou e Pequim.


Sputnik

Segundo Guaidó, o presidente Nicolás Maduro "não protege os interesses da Venezuela" nem o investimento estrangeiro, sendo, assim, um péssimo sócio. Além disso, o presidente do Parlamento venezuelano notou já ter tentado contato com Rússia e China.


Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela
Juan Guaidó © REUTERS / Manaure Quintero

"O que é mais aquedado para Rússia e China é a estabilidade do país e a mudança de governo", disse o presidente do Parlamento venezuelano. O líder da oposição venezuelana prometeu que, em caso de vitória, não se esquecerá dos compromissos assumidos por Maduro, tais como empréstimos. Além disso, Guaidó notou já ter tentado contato com Rússia e China.

Mas a Rússia não teve e não planeja ter nenhum contato e não reconhece o status presidencial do oposicionista, destacando que Nicolás Maduro é o presidente que foi eleito pelo povo e que o presidente de um país não pode ser determinado por outros países.

A China também se opõe à interferência estrangeira nos assuntos da Venezuela. Pequim apoia o governo de Nicolás Maduro para manter a soberania nacional e a estabilidade e reconhece Maduro como o legítimo presidente da Venezuela, apesar de toda a pressão sofrida por ele.

No dia 31 de janeiro, o Parlamento Europeu solicitou à chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, e aos governos dos países-membros, que se juntem ao reconhecimento do líder da oposição.

Em 23 de janeiro, o chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país durante protestos antigovernamentais nas ruas de Caracas.

Não só os EUA e a União Europeia apoiam Guaidó, mas também uma série de países da América Latina, inclusive o Brasil, manifestaram apoio a Guaidó e à oposição venezuelana. Ao lado de Nicolás Maduro estão diversos países, dentre eles a Rússia e a China.

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