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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Homens presos pelas Forças Armadas no Rio dizem ter sido torturados dentro de quartel

Eles foram detidos durante uma operação em agosto do ano passado, quando ainda vigorava a Intervenção Federal na segurança pública do RJ.


Por Paulo Mário Martins | RJ1

Três homens presos pelas Forças Armadas contaram à Justiça que foram torturados dentro de um quartel do Exército. A informação foi publicada nesta quarta-feira (6) pelo Jornal Extra.

Jefferson, no dia da audiência de custódia

A sessão de tortura, segundo os relatos, aconteceu em uma sala da 1ª Divisão de Exército, que fica na Vila Militar, Zona Oeste do Rio. De acordo com a reportagem, a revelação aconteceu numa audiência no Tribunal de Justiça na terça-feira (5).

Um dos homens ouvidos disse que foi colocado numa cadeira virado para a parede e que os militares começaram a fazer perguntas. Como não sabia responder, foi agredido.

“Eles me colocaram numa cadeira, virado para a parede, e começaram a fazer perguntas. Achavam que, só porque moro lá, sou obrigado a saber de tudo. Como não sabia, me batiam com uma ripa [de madeira] nas costas e na cabeça. Me fizeram comer papel. Perguntaram que gosto tem. Eu disse ‘nenhum’. Depois botaram spray de pimenta no papel e mandavam eu comer. Depois falavam: ‘Agora tem gosto, né! Responde o que a gente quer’", disse ele, durante a audiência.

Ele e mais dois homens foram detidos durante uma ação no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, em agosto do ano passado, quando ainda vigorava a Intervenção Federal na segurança pública do RJ.

Os três foram presos em flagrante, acusados de estarem com drogas e munição, o que eles negam.

Outros quatro homens detidos na mesma operação já tinham denunciado a tortura. Eles contaram, em três ocasiões diferentes, que foram espancados com pedaços de madeira e levaram chicotadas com fios elétricos dentro de uma sala vermelha no quartel.

O responsável pela operação no dia também prestou depoimento. Segundo a reportagem, o coronel Deocleciano José de Santana Netto não negou à Justiça a possibilidade de ter havido tortura dentro do quartel, mas afirmou que não conhece a "sala vermelha".

O Comando Militar do Leste afirmou que não foi notificado oficialmente.


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