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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Marinha dos EUA admite fracasso em proteger seus porta-aviões, diz mídia

Sistema de proteção da Marinha dos EUA passa por mais de cinco anos de teste sem apresentar resultados.


Sputnik

O objetivo do projeto era proteger seus porta-aviões contra a ameaça de torpedos, contudo, o projeto foi considerado como um grande fracasso.


Porta-aviões Ronald Reagan dos EUA perto da península da Coreia
CC BY 2.0 / Frota do Pacífico dos EUA / USS Ronald Reagan

Os torpedos são uma antiga ameaça para as embarcações americanas e, em caso de um conflito, provavelmente a Marinha norte-americana teria de enfrentá-los novamente. Recordemos que os torpedos, ou bombas autopropulsadas, atingem os navios já há mais de 100 anos.

Os porta-aviões norte-americanos são considerados como maravilhas tecnológicas, sendo aeródromos flutuantes propulsados com reatores nucleares. Entretanto, após anos de testes secretos, os EUA resolveram desistir de um programa que visava proteger suas embarcações contra os torpedos.

Segundo o diretor de testes e avaliação do Pentágono, a Marinha dos EUA cancelou seu programa de sistemas de defesa antitorpedo e removerá os sistemas dos cinco porta-aviões em que foram instalados anteriormente.

"Em setembro de 2018, a Marinha suspendeu seus esforços para desenvolver o sistema [de defesa antitorpedo de navios de superfície]. A Marinha planeja restaurar todos os porta-aviões em suas configurações padrão durante as disponibilidades de manutenção" nos próximos quatro anos, segundo o relatório do Pentágono.

Além disso, o relatório aponta que durante cinco anos o programa teve algum progresso em encontrar e abater torpedos, mas esse progresso foi insuficiente. Com isso, a confiabilidade do sistema foi considerada como quase inexistente.

Perante essa situação, é possível afirmar que os navios de superfície da Marinha dos EUA estão desprotegidos contra a principal arma dos submarinos, o que é um grande risco, já que atualmente tanto a Rússia quanto a China estão desenvolvendo rapidamente suas frotas de submarinos.

Os atuais torpedos rápidos não podem ser guiados, mas podem ser disparados diretamente em direção aos porta-aviões norte-americanos, que possuem pouquíssimas chances de detectar estes torpedos. Apesar dos torpedos não colidirem diretamente com as embarcações, eles podem utilizar a explosão para criar uma bolha sob o navio para danificar ou quebrar sua estrutura.

O fracasso norte-americano ficou claro durante exercícios de combate na Flórida em 2015, quando um pequeno submarino nuclear francês, o Saphir, penetrou através dos múltiplos anéis de defesa do grupo de porta-aviões e registrou o afundamento simulado do USS Theodore Roosevelt e de metade das embarcações de sua escolta, segundo a Reuters.

Até mesmo submarinos antigos, poucos sofisticados, conseguiram se esconder em exercícios e simular afundamentos de porta-aviões norte-americanos.

Ressalta-se que a Marinha dos EUA gastou mais de US$ 760 milhões (R$ 2,8 bilhões) no desenvolvimento do sistema fracassado. Contudo, a Marinha reconheceu seu fracasso e a necessidade de melhorar urgentemente seus sistemas de defesa antitorpedo nos próximos anos, conforme a publicação no portal The Drive.

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