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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Médica relata 3 mortos a tiros em cidade venezuelana próxima da fronteira com o Brasil

Carla Servitá, que trabalha em hospital de Santa Elena, na Venezuela, chegou a Roraima em ambulância junto com ferido na tarde deste sábado (23).


Por Alan Chaves | G1

Três pessoas morreram e pelo menos outras quinze ficaram feridas à bala na cidade de Santa Elena, que fica a 15 km da fronteira com o Brasil, neste sábado (23), de acordo com relato da médica venezuelana Carla Servitá. Ela veio ao Brasil com um dos feridos em uma ambulância.


Ambulância transporta feridos da Venezuela para o Brasil — Foto: Alan Chaves/G1
Ambulância transporta feridos da Venezuela para o Brasil — Foto: Alan Chaves/G1

Na tarde deste sábado, mais duas ambulâncias tiveram a passagem liberada na fronteira com Roraima. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima (Sesau-RR), até as 17h49, cinco pessoas com ferimentos de bala de fogo haviam sido transferidas em ambulâncias do hospital Rosário Vera Zurita, onde Servitá trabalha, para o município de Pacaraima, em Roraima. A Secretaria também informou que todos estavam em deslocamento para o Hospital Geral de Roraima.

Servitá afirmou que nesta sexta-feira (22) uma pessoa morreu e pelo menos 20 pessoas ficaram feridas à bala em Santa Elena. O Parlamento Venezuelano, com a oposição como maioria, afirmou em uma coletiva de imprensa que até às 17h deste sábado quatro pessoas foram mortas e mais de 20 foram feridas por bala na fronteira com o Brasil, de acordo com a Agência EFE.

Até a manhã deste sábado, os hospitais de Roraima já haviam recebido 11 venezuelanos feridos. Desses, oito ainda estão internados em Boa Vista. Os demais receberam alta e foram liberados, informou em nota a Sesau. Entre os feridos atendidos, nove são indígenas e vítimas do confronto com militares em Kumarakapay. Os outros quatro ainda não se sabe oficialmente em que circunstâncias foram machucados.

Segundo a médica, dois feridos que chegaram ao Brasil neste sábado estão em estado grave. Ela informou a situação de quatro vítimas: um levou quatro tiros, um em cada braço, um no abdômen e outro na bacia; o outro levou um tiro na parte superior do abdômen; o terceiro foi baleado na perna; e o último na região do tórax.

Ela relatou que o clima na cidade de Santa Elena é de tensão e desordem, mas disse não saber de conflitos porque estava no hospital. Mais cedo, Thomas Silva, representante do governo do líder opositor Juan Guaidó, afirmou que houve conflitos na cidade de Santa Elena. “A última informação que temos é que há enfrentamentos, mas nada certo", disse.

Carla afirmou que há apenas uma ambulância disponível para transportar os feridos.

O Corpo de Bombeiros enviou uma ambulância para Pacaraima para ajudar no translado dos venezuelanos. "Se houver necessidade de enviar outra nós vamos mandar”, informou o comandante da corporação, coronel Jean Hermógenes. O comandante disse que normalmente não há ambulâncias de bombeiros em Pacaraima e que essa foi enviada na tarde da sexta-feira por conta dos conflitos na Venezuela. A ambulância tem macas, três socorristas e itens de primeiros socorros.

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