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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Militares venezuelanos bloqueiam ponte que Colômbia quer usar para ajuda humanitária

Cresce a expectativa em ambos os lados da fronteira antes do envio de alimentos e medicamentos


Santiago Torrado | El País


Cúcuta - Enquanto em Caracas o presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, mantém a pressão para forçar a entrada de ajuda humanitária na Venezuela, uma moderna ponte ainda não inaugurada na fronteira com a Colômbia se tornou o mais recente foco de atenção para avaliar esse desafio aberto a Nicolás Maduro. As autoridades colombianas estabeleceram ali um posto para a recepção e o armazenamento das 60 toneladas de medicamentos e alimentos que são esperadas com crescente expectativa em Cúcuta, a principal cidade da fronteira, enquanto que do lado venezuelano os militares bloquearam a passagem ao atravessar um caminhão tanque e contêineres de carga.

Ayuda humanitaria Venezuela
Vista aérea da Ponte Internacional de Tienditas, nesta quarta-feira. EDINSON ESTUPINAN AFP

O envio de ajuda através de Colômbia, Brasil e uma ilha do Caribe não precisada é uma iniciativa de Guaidó apoiada por Washington e Bogotá que pretende medir a lealdade dos militares a Maduro, que rejeita a ajuda, considerando-a tanto como uma “agressão” quanto como uma desculpa para uma intervenção na Venezuela. Um dos centros de coleta de uma operação sobre a qual existem mais incógnitas do que certezas é a Ponte Internacional de Tienditas, onde nesta semana um posto de comando unificado foi estabelecido. Na estrutura, situada a cerca de 10 minutos do centro de Cúcuta, estão os depósitos para receber a ajuda, e uma vez armazenada ali se aguardará o dia correto para poder introduzi-la na Venezuela e poder distribui-la, explicou sem maiores detalhes Eduardo José González, diretor da Unidade Nacional de Gestão de Risco de Desastres (UNGRD), entidade colombiana encarregada de liderar os esforços. Embora ninguém tenha confirmado que o primeiro carregamento entrará por Tienditas, os militares venezuelanos parecem querer antecipar esse cenário.

Uma comissão de deputados da Assembleia Nacional da Venezuela, composta por Gaby Arellano, Ismael García, Germán Ferrer e José Manuel Olivares, também chegou na segunda-feira a Cúcuta para afinar os detalhes da entrega de alimentos e medicamentos. A UNGRD observou que, chegado o momento, a entrega terá lugar em território venezuelano e não está prevista a entrega de nenhuma ajuda na Colômbia, embora algumas famílias de migrantes já estejam começando a se reunir nos arredores de Tienditas com a expectativa de serem atendidos. Os preparativos se aceleram com grande sigilo.

Tienditas é em si mesma um símbolo dos encontros e desencontros entre os Governos da Colômbia e da Venezuela. Com 240 metros de comprimento e 40 metros de largura, era um sonho de integração binacional adiado durante décadas. A ambiciosa estrutura, pensada principalmente para a passagem de veículos de carga, consiste em dois amplos corredores, cada um com três faixas, além de uma via para pedestres e ciclistas e uma robusta infraestrutura de controle alfandegário. As obras foram concluídas em meados de 2016, mas na época Maduro havia ordenado o fechamento da fronteira e assim a ponte nunca foi inaugurada.

Desde então ela permaneceu lacrada, mas em perfeito estado, enquanto sua vizinha, a antiga Ponte Simón Bolívar, com especificações obsoletas e riscos estruturais depois de meio século de serviço, está lotada pelo fluxo de venezuelanos — até 35.000 por dia — que buscam bens e serviços no lado colombiano — a chamada migração pendular que vai e volta — ou alimentam o êxodo que foge do país empurrado pela crise. Também existem os postos de Francisco de Paula Santander e La Unión, no departamento de Norte de Santander, e outros pontos de passagem em La Guajira (ao norte) e Arauca (sudeste), além de uma infinidade de trilhas e passagens clandestinas que historicamente favoreceram todo tipo de contrabando ao longo de uma fronteira porosa de mais de 2.200 quilômetros.

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