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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

O poder aéreo da Índia e do Paquistão

Os últimos dias presenciaram o ressurgimento de uma rivalidade entre Índia e Paquistão, duas nações com poder nuclear, motivado desta vez por ataques aéreos indianos a campos de treinamento terroristas em território paquistanês. Como resposta o Paquistão contra-atacou, com aeronaves abatidas de ambos os lados, em uma situação em franco processo de escalada.


Sérgio Santana* | Poder Aéreo

O poder aéreo da Índia

De acordo com várias fontes especializadas em Defesa, a Força Aérea da Índia (Bharatiya Vayu Sena, BVS) opera 539 aeronaves de caça e ataque:


  • 185 Mikoyan-Gurevich MiG-21 “Fishbed” de vários subtipos; 
  • 128 Sukhoi Su-30MKI “Flanker”; 
  • 115 SEPECAT “Jaguar”; 
  • 51 Dassault-Breguet Mirage 2000, 
  • 24 Mikoyan-Gurevich MiG-27 “Flogger” e 
  • 12 HAL Tejas; 
  • 25 helicópteros de ataque Mil Mi-35 “Hind” que podem atuar em conjunto com nada menos que 
  • 184 helicópteros multifuncionais Mil Mi-17 “Hip” com capacidade secundária de ataque.


Caças Sukhoi Su-30 e Tejas da IAF
Sukhoi Su-30 e Tejas indianos | Reprodução

Dezenas de helicópteros HAL Dhruv, muitos dos quais preparados para função de ataque e operados pela aviação do exército indiano, podem prover um reforço na neutralização de forças inimigas.

Quarenta e cinco Mikoyan-Gurevich MiG-29KUB “Fulcrum”, operados pela Aviação Naval (Bharatiya Nau Sena, BNS) podem ser também ativados.

As aeronaves de caça/ataque podem ser reabastecidas em voo por 6 aviões-tanque Ilyushin Il-78 “Midas”, enquanto a força de transporte aéreo tem seu núcleo em 17 exemplares do Il-76 “Candid”, 10 Lockheed C-130J “Hercules” e igual número de Boeing C-17 “Globemaster III”.

O alerta antecipado e controle das operações aéreas é desempenhado por 3 Embraer/DRDO EMB-145I “Netra” outros três Beriev/IAI A-50EI “Mainstay”. Estas aeronaves de asas fixas podem ser suplementadas na mesma função por 14 exemplares do helicóptero Kamov Ka-31 “Helix-B”, operados pela BNS.

As aeronaves listadas e outras de menor relevância para as operações contra o Paquistão estão agrupadas em mais de 70 unidades que ocupam dezenas de bases aéreas e aeródromos de desdobramento, espalhados pelo território indiano, estando subordinadas aos seguintes comandos: Comando Aéreo Central; Comando Aéreo Leste; Comando Aéreo Oeste; Comando Aéreo Sudoeste; Comando Aéreo Sul; Comando de Manutenção e Comando de Treinamento. O Quartel-General da BVS localiza-se em Nova Délhi.

Capacidade de ataque nuclear da Força Aérea da Índia


Em adição à capacidade de ataque de precisão com armas convencionais, demonstrada na missão aérea que desencadeou a crise atual, a Força Aérea indiana também dispõe da capacidade de ataque nuclear (tendo detonado seu primeiro artefato atômico em 1974), com os vetores sendo o Jaguar (ou “Shamsher”, que foi modernizado recentemente, para o qual estima-se que existam de 10 a 30 bombas nucleares de queda livre, com potência de até 30 quilotons, o equivalente a 30 mil toneladas de TNT, excetuando a descarga radioativa) e o Mirage 2000 (denominado “Vajra”, trovão divino, também recentemente modernizado, para o qual há entre 20 e 50 bombas de queda livre, com potência média de 125 quilotons). Os Su-30 também poderiam ser usados em um ataque nuclear, embora não exista confirmação desta capacidade.

As bombas são mantidas desmontadas, com os componentes estocados em localidades diferentes

Além das bombas, a BVS também opera o míssil balístico de curto alcance Prithvi II, com ogiva nuclear de potência desconhecida. Como os demais ramos das Forças Armadas também possuem armas nucleares, a autorização do seu emprego depende da autorização de um comando conjunto.

O poder aéreo do Paquistão

Segundo estas mesmas fontes, a Força Aérea do Paquistão (Pāk Fizāʾiyah) possui 449 aeronaves de caça/ataque: 


  • 104 exemplares do PAC/Chengdu JF-17 Thunder; 
  • 77 do General Dynamics (agora Lockheed Martin) F-16 Fighting Falcon, de diversas versões; 
  • 152 exemplares do Dassault Mirage III e V; e
  • 116 aeronaves chinesas Chengdu F-7 “Airguard”. 
Trinta e oito treinadores Karakorum K-8, com capacidade secundária de ataque também estão operacionais. As aeronaves de caça/ataque com capacidade de reabastecimento aéreo podem receber combustível de quatro Ilyushin Il-78 “Midas”.

Caças F-16 do Paquistão | Reprodução

Vinte e cinco Bell helicópteros de ataque AH-1F Cobra (juntamente com 45 outros exemplares do mesmo modelo, operados pela aviação do exército paquistanês) podem ser suplementados por noventa e cinco helicópteros multifuncionais Mil Mi-17 “Hip” podem atuar no ataque a posições inimigas.

A força de transporte da aviação militar paquistanesa é integrada por 15 Lockheed Martin C-130 Hercules de vários modelos, seis Saab 2000 e quatro CN-235M.

Tal como a Índia, o Paquistão também dispõe de aeronaves de alerta antecipado e controle, na figura de quatro exemplares do Saab 2000AEW e mesmo número de aeronaves chinesas ZDK-03. As missões de guerra eletrônica são desempenhadas por três Dassault Falcon 20E/F.

A Força Aérea do Paquistão está distribuída em 13 bases operacionais e 8 aeródromos de desdobramento, administrados pelos seguintes comandos: Central, Sul, Norte, Defesa Aérea e Estratégico, responsável pela operação do arsenal nuclear da Força Aérea paquistanesa. Seu Quartel-General localiza-se em Islamabad.

Capacidade de ataque nuclear da Força Aérea do Paquistão

O Paquistão também possui bombas nucleares de queda livre. Suspeita-se que mais de 10 desses artefatos estejam estocados. Sua potência é estimada em pelo menos 25 quilotons e estão preparados para emprego em determinados esquadrões de F-16.

*Bacharel em Ciências Aeronáuticas (Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL), pesquisador do Núcleo de Estudos Sociedade, Segurança e Cidadania (NESC-UNISUL) e pós-graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC/MG). Único colaborador brasileiro regular das publicações Air Forces Monthly, Combat Aircraft e Aviation News.

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