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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

O que China tem a ver com saída dos EUA do Tratado INF? Ex-oficial russo conta

O principal objetivo da saída dos EUA do Tratado INF é a China, que, de acordo com Washington, teria instalado um grupo de mais de mil mísseis de médio e curto alcance na região Ásia-Pacífico, disse à Sputnik o ex-secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Andrei Kokoshin.


Sputnik

"Há muito a dizer sobre o principal objetivo dos EUA ser a China no que diz respeito à saída do Tratado INF", declarou o acadêmico Kokoshin, nesta sexta-feira (1º).


Bandeiras chinesas e norte-americanas
© AP Photo / Ng Han Guan, Pool

"De acordo com estimativas dos EUA, a China teria estabelecido um grupo de mísseis de médio e curto alcance de mais de mil unidades destinado às águas do mar do Sul da China e do mar da China Oriental, não permitindo, assim, que os Estados Unidos entrem ilegalmente nestas águas com grupos de aeronaves de ataque […] Assim, o Exército Popular de Libertação da China estabeleceu um grupo significativo de armas de alta precisão, especialmente mísseis balísticos, capazes de combater porta-aviões e bases militares dos EUA na região", complementou.

O especialista também afirmou que o Pentágono está planejando criar um laser de demonstração como parte de um futuro sistema de defesa antiaérea orbital dos EUA.

"O Pentágono publicou recentemente um relatório especial sobre defesa antimíssil. E o mesmo tema foi discutido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Este documento, entre outras coisas, define a tarefa de estudar a possibilidade de criar sistemas de defesa antimíssil espaciais utilizando lasers de alta potência, energeticamente eficientes e compactos." Em breve, o Pentágono planeja criar um "laser de demonstração de baixa potência", relatou o ex-secretário.

Se Washington sair do Tratado das Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) e lançar mísseis na Europa, a Rússia encontrará uma resposta à altura muito em breve, assegurou.

"Estou certo de que os EUA encontrão uma resposta, e muito rápida, no caso da implementação dos novos 'euromíssies'", afirmou Kokoshin, sublinhando que Washington tem capacidades técnicas e operacionais-estratégicas para isso.

Em outubro de 2018, Trump anunciou a intenção de sair do Tratado INF devido a supostas violações russas. Moscou refutou alegações de violação do acordo, observando que os lançadores dos sistemas de defesa dos EUA localizados Europa eram capazes de disparar mísseis de cruzeiro em intervalos de alcance proibidos pelo acordo.

O Tratado INF foi assinado entre os Estados Unidos e a União Soviética em 1987, proibindo o desenvolvimento de mísseis balísticos e de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 km.

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