Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

O que Israel está fazendo no Afeganistão?

Em vários países vem sendo discutida a presença "secreta e ilegal sob as bandeiras dos EUA ou EAU" de soldados israelenses no Afeganistão. Segundo a agência iraniana Tasnim, tropas israelenses se instalaram na Base Aérea dos EUA em Shindand, a 75 km da fronteira iraniana, coletando dados sobre a movimentação iraniana na região do Golfo Pérsico.


Sputnik

Em entrevista à Sputnik Dari, o analista israelense em relações internacionais e em segurança do Instituto de Pesquisas de Segurança Nacional (INSS), Simon Tsipis, afirmou que soldados israelenses operam "sob as bandeiras dos Estados Unidos e dos Emirados Árabes Unidos".


Soldados das Forças de Defesa de Israel (foto de arquivo)
CC BY 2.0 / Forças de Defesa de Israel

"Como Israel ao longo de sua história tem sido, de fato, um aliado próximo dos EUA, é natural que nossos países cooperem estreitamente em quase todas as esferas, inclusive na esfera militar. Portanto, nos países em que os EUA têm objetivos táticos ou estratégicos, então a ‘coalizão ocidental' está presente. E Israel é parte disso."

Segundo Tsipis, sendo um aliado absolutamente legítimo dos EUA, as Forças de Defesa de Israel têm o direito de fazer parte — a pedido dos EUA — da coalizão ocidental em qualquer país.

"Como Israel é um aliado dos Estados Unidos, não é necessário um convite oficial das autoridades do Afeganistão para prestar alguma assistência aos militares americanos neste país. Israel faz parte de uma coalizão que trabalha no Afeganistão", destacou o especialista em entrevista à Sputnik Dari. Tsipis adicionou que os soldados israelenses no Afeganistão visam cumprir objetivos estratégicos, onde Irã se encaixaria como "principal razão".

"Levando em consideração a fronteira do Afeganistão com o Irã, então a presença de nossos soldados [israelenses] perto da fronteira de um inimigo potencial é justificável e possui pré-requisitos. Israel pode estar tentando estabelecer cooperação com serviços especiais do Afeganistão para usar a experiência deles ou território para coletar dados da inteligência do Irã."

Ele também adicionou que Israel "já está cooperando" com outros países da Ásia Central, como Cazaquistão, Turcomenistão e Uzbequistão, bem como com países do Golfo Pérsico como Omã, Qatar e Bahrein contra o Irã para impedir Teerã de estender influência na região.

Tsipis não acredita que as forças israelenses estejam no Afeganistão para se preparar para uma guerra contra o Hezbollah, pois a organização islâmica xiita pode ser encontrada em territórios mais próximos. O especialista relembrou que "a presença de militares israelenses no Afeganistão agora não é nem o primeiro nem o único caso".

De acordo com o especialista, o reconhecimento oficial de Israel é perigoso para muitos países mulçumanos, citando exemplo do presidente egípcio Anwar Al Saadat, que foi assassinado por radicais após fechar um tratado de paz com Israel. Tsipis lamenta que, embora muitos governos gostariam de declarar reconhecimento a Israel, temem radicais, o que pode ser o caso do Afeganistão.

Comentários

Postagens mais visitadas