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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Países da UE alcançam acordo sobre Nord Stream 2

França e Alemanha chegam a um acerto sobre o polêmico gasoduto, que é aceito pelos demais países europeus. Adversários criticam a obra e argumentam que ela vai elevar a dependência da UE da Rússia.


Deutsch Welle

Os Estados-membros da União Europeia (UE) chegaram nesta sexta-feira (08/02) a um acordo sobre a polêmica construção do Nord Stream 2, gasoduto planejado para ligar a Rússia à Alemanha.


Infografik Karte Gaspipelines Europa Nord Stream PT

O acordo acertado em Bruxelas contempla a reforma das chamadas diretrizes do gás da UE, e, ao mesmo tempo, permite a conclusão do bilionário projeto, que estava ameaçado por essas mudanças.

A Alemanha pressionou a favor do Nord Stream 2, um gasoduto através do Mar Báltico que transportará gás russo para a União Europeia, e era contra alterações nas diretrizes porque elas ameaçavam o projeto.

Porém, a Alemanha foi obrigada a negociar depois que a França sinalizou, nesta quinta-feira, uma mudança de posição, passando de apoiadora a adversária do Nord Stream 2.

Nesta sexta-feira, em nova reviravolta, os dois governos apresentaram um projeto comum de reforma, que contempla tanto as mudanças nas diretrizes quanto os interesses alemães no Nord Stream 2.

A alteração nas diretrizes significava, basicamente, que a operação do gasoduto e o abastecimento dele com gás fossem duas atividades separadas e que não pudessem ser controladas por uma mesma empresa, como é o caso do Nord Stream 2, com a russa Gazprom.

A nova proposta contorna essa questão ao elevar o controle da UE sobre os gasodutos. A responsabilidade por pipelines com origem em países de fora da UE passa a ser do país onde esse pipeline alcança a rede europeia de gás. Ou seja, no caso do Nord Stream 2, a Alemanha será a responsável pelo controle do gasoduto.

O Palácio do Eliseu ressalvou que o governo alemão concordou que um controle europeu terá a palavra final sobre o Nord Stream 2. Analistas afirmaram que as mudanças implicam que a Gazprom terá que se submeter à regulação europeia.

Depois do acerto em Bruxelas, a reforma das diretrizes do gás ainda precisará passar pelo Parlamento Europeu, pela Comissão Europeia e pela aprovação de todos os países-membros para só então passar a vigorar.

Os adversários do projeto argumentam que o novo gasoduto vai elevar a dependência europeia do gás da Rússia, além de prejudicar interesses de países do Leste da UE e de parceiros, como a Ucrânia, que perdem dinheiro se houver menos gás passando por seu território.

Quando concluído, o Nord Stream 2 transportará até 55 bilhões de metros cúbicos de gás da Rússia para a Alemanha por ano, através do Mar Báltico, contornando países de trânsito como a Polônia e a Ucrânia.

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