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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Países da UE alcançam acordo sobre Nord Stream 2

França e Alemanha chegam a um acerto sobre o polêmico gasoduto, que é aceito pelos demais países europeus. Adversários criticam a obra e argumentam que ela vai elevar a dependência da UE da Rússia.


Deutsch Welle

Os Estados-membros da União Europeia (UE) chegaram nesta sexta-feira (08/02) a um acordo sobre a polêmica construção do Nord Stream 2, gasoduto planejado para ligar a Rússia à Alemanha.


Infografik Karte Gaspipelines Europa Nord Stream PT

O acordo acertado em Bruxelas contempla a reforma das chamadas diretrizes do gás da UE, e, ao mesmo tempo, permite a conclusão do bilionário projeto, que estava ameaçado por essas mudanças.

A Alemanha pressionou a favor do Nord Stream 2, um gasoduto através do Mar Báltico que transportará gás russo para a União Europeia, e era contra alterações nas diretrizes porque elas ameaçavam o projeto.

Porém, a Alemanha foi obrigada a negociar depois que a França sinalizou, nesta quinta-feira, uma mudança de posição, passando de apoiadora a adversária do Nord Stream 2.

Nesta sexta-feira, em nova reviravolta, os dois governos apresentaram um projeto comum de reforma, que contempla tanto as mudanças nas diretrizes quanto os interesses alemães no Nord Stream 2.

A alteração nas diretrizes significava, basicamente, que a operação do gasoduto e o abastecimento dele com gás fossem duas atividades separadas e que não pudessem ser controladas por uma mesma empresa, como é o caso do Nord Stream 2, com a russa Gazprom.

A nova proposta contorna essa questão ao elevar o controle da UE sobre os gasodutos. A responsabilidade por pipelines com origem em países de fora da UE passa a ser do país onde esse pipeline alcança a rede europeia de gás. Ou seja, no caso do Nord Stream 2, a Alemanha será a responsável pelo controle do gasoduto.

O Palácio do Eliseu ressalvou que o governo alemão concordou que um controle europeu terá a palavra final sobre o Nord Stream 2. Analistas afirmaram que as mudanças implicam que a Gazprom terá que se submeter à regulação europeia.

Depois do acerto em Bruxelas, a reforma das diretrizes do gás ainda precisará passar pelo Parlamento Europeu, pela Comissão Europeia e pela aprovação de todos os países-membros para só então passar a vigorar.

Os adversários do projeto argumentam que o novo gasoduto vai elevar a dependência europeia do gás da Rússia, além de prejudicar interesses de países do Leste da UE e de parceiros, como a Ucrânia, que perdem dinheiro se houver menos gás passando por seu território.

Quando concluído, o Nord Stream 2 transportará até 55 bilhões de metros cúbicos de gás da Rússia para a Alemanha por ano, através do Mar Báltico, contornando países de trânsito como a Polônia e a Ucrânia.

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