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Crise na Venezuela: O que se sabe sobre os aviões militares russos que chegaram ao país

A chegada de dois aviões da Força Aérea russa carregados de militares e armamentos à Venezuela, no último fim de semana, gerou uma série de especulações e reacendeu o temor de uma escalada da tensão internacional.
Guillermo D. Olmo | BBC News Mundo na Venezuela

A crise no país se agrava desde janeiro deste ano, quando o líder oposicionista Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino, acusando Nicolás Maduro de usurpar o poder por meio de eleições ilegítimas.

O cenário da Venezuela, que vem sofrendo com diversos apagões, expôs a rivalidade do país sul-americano com os Estados Unidos e seus aliados (que apoiam Guaidó); por outro lado, Rússia, Cuba e China seguem, por razões diversas, dando suporte ao governo chavista.

A presença militar russa na Venezuela foi alvo de protestos do secretário de Estado americano, Mike Pompeo - os EUA foram os primeiros a reconhecerem Guaidó como presidente interino.

Em conversa por telefone com o ministro das Relações Exteriores russo, Serguéi Lavrov, Pom…

Pompeo não descarta possibilidade de operação militar na Venezuela

Além de ter chamado o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de "o pior dos tiranos", o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, não descartou a possibilidade de uma operação militar no país latino-americano.


Sputnik


Ao responder a pergunta sobre as chances de uma ação militar no país latino-americano, Pompeo afirmou durante entrevista à Fox News, no domingo (24), que "todas as opções estão sendo consideradas".


Mike Pompeo, diretor da CIA
Mike Pompeo © AFP 2018 / Jim Watson

"Faremos tudo o que for necessário para garantir que o povo venezuelano possa expressar suas opiniões, para que a democracia reine e haja um futuro melhor para o povo da Venezuela."

"[Maduro] é o pior dos piores tiranos, e acho que o povo venezuelano vê isso", continuou o secretário de Estado dos EUA, adicionando que Washington já está tomando medidas para ajudar Caracas.

No dia 23 de fevereiro, a oposição venezuelana tentou entregar ajuda humanitária ao país, o que não foi aceito pelo governo do chefe de Estado legítimo, Maduro. O presidente anunciou o fechamento da fronteira terrestre com o Brasil e o fechamento temporário de três pontes na fronteira com a Colômbia.

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, havia dito anteriormente que, no âmbito do direito humanitário internacional, a ajuda humanitária é prestada em caso de catástrofes naturais, conflitos armados e guerra.

Seguindo essa lógica, ela acredita que as alegações sobre a crise humanitária pretendem justificar a invasão da Venezuela, mas que o povo não permitirá essa ação.

A crise venezuelana se agravou ainda mais após o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, ter se autoproclamado chefe interino no dia 23 de janeiro. Os EUA e outros países, incluindo mais de 20 países europeus, reconheceram Guaidó, enquanto a Rússia, China e outros países apoiam Maduro como presidente legítimo da Venezuela.

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