Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Pompeo viaja para Europa Central para reforçar Otan e resistir à China

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, viajará na próxima semana à Europa Central com o objetivo de reforçar a aliança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) diante da Rússia e resistir à influência da China em países como a Hungria.


Beatriz Pascual Macías | EFE

Washington - Em entrevista coletiva telefônica, funcionários do Departamento de Estado explicaram que os Estados Unidos estão especialmente preocupados com o poder do gigante tecnológico chinês Huawei na Europa, especialmente no centro do continente, onde conta com sua "maior presença" fora da China.


EFE/ Jim Lo Scalzo
Mike Pompeo | EFE/ Jim Lo Scalzo

"O que estamos tentando fazer na Europa Central é aumentar a influência diplomática, comercial, militar e cultural dos Estados Unidos. Nossa visão é que isto estava atrasado e era necessário há muito tempo", disseram os funcionários, que falaram em condição de anonimato.

Segundo as fontes, a "falta de um envolvimento robusto dos Estados Unidos durante a última década na Europa Central criou vazios que foram facilmente preenchidos pela China e pela Rússia".

A viagem oficial de Pompeo começa em 11 de fevereiro em Budapeste, onde se reunirá com o primeiro-ministro da Hungria, o nacionalista Viktor Orbán, e o ministro de Defesa, Tibor Benkö.

Trata-se da primeira visita de um chefe da diplomacia dos Estados Unidos à Hungria desde a realizada em 2011 pela então titular de Relações Exteriores, Hillary Clinton, e o objetivo será "resistir à agressão russa" e fortalecer o poder de dissuasão da Otan, à qual a Hungria pertence desde 1999.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve uma boa relação com Orbán, que foi o único chefe de Governo da União Europeia (UE) que o apoiou durante a campanha para as eleições de 2016 embora Washington não veja com bons olhos a relação de Budapeste com a Rússia e a China.

Um dos funcionários americanos antecipou hoje que Pompeo "falará com o primeiro-ministro Orbán sobre o problema de suas interações" com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Além disso, na Hungria, Pompeo deve "prestar especial atenção" ao papel da China na Europa Central e expressará sua "preocupação" sobre a "crescente presença" na Hungria da Huawei, empresa que foi acusada por Washington de fraude bancária por ter violado suas sanções contra o Irã.

A segunda parada de Pompeo será Bratislava, onde se reunirá em 12 de fevereiro com o presidente eslovaco, Andrej Kiska, e o primeiro-ministro, Peter Pellegrini.

Segundo os funcionários dos Estados Unidos, a última vez que Bratislava recebeu um secretário de Estado do país foi há 20 anos.

No mesmo dia 12, Pompeo viajará a Varsóvia, onde falará sobre energia com o ministro de Relações Exteriores, Jacek Czaputowicz, e os Estados Unidos serão o coanfitrião de uma cúpula para promover "o futuro de paz e segurança no Oriente Médio", que será dominada pelo conflito israelense-palestino.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, disse que não participará dessa reunião porque considera que os Estados Unidos não têm um papel crível como mediador depois do reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel; enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já confirmou sua participação.

Depois, Pompeo viajará para Bruxelas, onde prevê conversar com a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, sobre os esforços dos Estados Unidos para "restaurar a democracia" na Venezuela, assim como seu apoio ao chefe do Parlamento, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país em 23 de janeiro.

A UE, como instituição, não reconheceu Guaidó como governante e impulsionou a criação de um Grupo Internacional de Contato, integrado por países europeus e latino-americanos.

Esse Grupo se reuniu pela primeira vez em 7 de fevereiro em Montevidéu e acordou enviar uma missão técnica à Venezuela, assim como convocar uma reunião ministerial no início de março para analisar o desenvolvimento do processo.

De acordo com os funcionários dos Estados Unidos, o outro tema que centrará a conversa entre Pompeo e Mogherini será o Irã.

No ano passado, Trump anunciou a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear assinado em 2015 com a República Islâmica e já voltou a impor todas as sanções que foram suspensas após esse pacto, que a UE respalda desde fora e tratou de salvar com a criação de um mecanismo para favorecer o comércio com o Irã.

Por fim, no dia 15, Pompeo viajará para Reykjavik, onde se reunirá com a primeira-ministra islandesa, Katrín Jakobsdóttir.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas