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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Rússia diz estar aberta a propostas dos EUA para novo pacto de armas nucleares

A Rússia está disposta a considerar novas propostas dos Estados Unidos para substituir um pacto nuclear da Guerra Fria que está suspenso por um tratado mais amplo que inclua mais países, afirmou nesta quinta-feira o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov.


Tom Balmforth e Vladimir Soldatkin | Reuters

MOSCOU (Reuters) - A Rússia suspendeu o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) no fim de semana, depois que Washington anunciou que iria se retirar do acordo em seis meses a menos que a Rússia abandonasse o que os EUA dizem ser violações do pacto. Moscou nega as alegações.

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Vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov | Reprodução

O tratado de 1987 eliminou os arsenais de mísseis de médio alcance das duas maiores potências nucleares do mundo, mas deixa outros países livres para produzi-los e implantá-los.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na semana passada que gostaria de manter conversações com o objetivo de criar um novo tratado de controle de armas.

“É claro que vimos a referência na declaração do presidente Trump à possibilidade de um novo tratado que poderia ser assinado em uma sala bonita e que este tratado deveria também incluir outros países como seus participantes”, disse Ryabkov.

“Esperamos que esta proposta seja concretizada e colocada no papel ou por outros meios”, disse Ryabkov em coletiva de imprensa em Moscou.

Ryabkov disse que os Estados Unidos não enviaram a Moscou nenhuma proposta concreta para um novo pacto.


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