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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Saída dos EUA do Tratado INF traz ameaça nuclear à Europa, diz ministra austríaca

A ministra de Relações Exteriores da Áustria, Karin Kneissl, lamentou a decisão dos EUA de abandonar o Tratado INF de mísseis de médio alcance e de curto alcance com a Rússia, apelando às partes para que preservassem o pacto através do diálogo.


Sputnik

"A decisão dos EUA de abandonar o Tratado INF é lamentável", disse a ministra, citada pela assessoria de imprensa do seu ministério.


Ministra de Relações Exteriores da Áustria, Karin Kneissl
Karin Kneissl © Sputnik / Maksim Blinov

Kneissl observou que "quando o documento foi assinado em 1987, foi o início de uma grande 'descongelar' nas relações entre os EUA e a Rússia."

"Foi um marco importante no caminho para o fim da Guerra Fria", acrescentou.

Na opinião dela, "as denúncias recíprocas sobre as violações do tratado são devidas à falta de confiança".

"Os EUA e a Rússia precisam fazer esforços e dialogar para preservar o Tratado INF", enfatizou.

As declarações dos EUA, afirmou ela, levantam preocupações sobre o início de uma nova corrida armamentista nuclear e sobre o desmantelamento de outros pactos fundamentais sobre redução de armas.

"Acordos existentes devem ser honrados, dá-nos segurança se mísseis de médio alcance na Europa reaparecer após mais de 30 anos, isso irá aumentar significativamente a ameaça nuclear no Velho Continente", advertiu a ministra.

O governo dos EUA do presidente Donald Trump anunciou que a partir deste sábado começará o processo de se retirar do Tratado INF, assinado em 1987 com a então União Soviética para proibir mísseis balísticos e de cruzeiro com um alcance de entre 500 e 5.500 quilômetros.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que "se a Rússia não voltar ao cumprimento integral e verificável com o tratado nos últimos seis meses", forçando assim aos EUA a formalização de sua retirada do acordo.

Em outubro de 2018, Trump havia avisado que seu país abandonaria o pacto com o argumento de que Moscou estaria supostamente violando-o. Já a Rússia alega que cumpre com o tratado INF à risca e que será forçado a reagir se Washington o abandonar.

Em 23 de janeiro, os Ministérios de Relações Exteriores e da Defesa da Rússia apresentaram o míssil 9M729, cujo alcance violaria o Tratado INF. Os EUA acusam sem nenhuma evidência — para adidos militares de embaixadas estrangeiras e da imprensa indicaram que seu alcance máximo é de 480 quilómetros, menos do que o coberto pelo tratado.

No entanto, os EUA, que não enviaram seus representantes ao evento, insistem na destruição do dito míssil.

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