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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Saída dos EUA do Tratado INF traz ameaça nuclear à Europa, diz ministra austríaca

A ministra de Relações Exteriores da Áustria, Karin Kneissl, lamentou a decisão dos EUA de abandonar o Tratado INF de mísseis de médio alcance e de curto alcance com a Rússia, apelando às partes para que preservassem o pacto através do diálogo.


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"A decisão dos EUA de abandonar o Tratado INF é lamentável", disse a ministra, citada pela assessoria de imprensa do seu ministério.


Ministra de Relações Exteriores da Áustria, Karin Kneissl
Karin Kneissl © Sputnik / Maksim Blinov

Kneissl observou que "quando o documento foi assinado em 1987, foi o início de uma grande 'descongelar' nas relações entre os EUA e a Rússia."

"Foi um marco importante no caminho para o fim da Guerra Fria", acrescentou.

Na opinião dela, "as denúncias recíprocas sobre as violações do tratado são devidas à falta de confiança".

"Os EUA e a Rússia precisam fazer esforços e dialogar para preservar o Tratado INF", enfatizou.

As declarações dos EUA, afirmou ela, levantam preocupações sobre o início de uma nova corrida armamentista nuclear e sobre o desmantelamento de outros pactos fundamentais sobre redução de armas.

"Acordos existentes devem ser honrados, dá-nos segurança se mísseis de médio alcance na Europa reaparecer após mais de 30 anos, isso irá aumentar significativamente a ameaça nuclear no Velho Continente", advertiu a ministra.

O governo dos EUA do presidente Donald Trump anunciou que a partir deste sábado começará o processo de se retirar do Tratado INF, assinado em 1987 com a então União Soviética para proibir mísseis balísticos e de cruzeiro com um alcance de entre 500 e 5.500 quilômetros.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que "se a Rússia não voltar ao cumprimento integral e verificável com o tratado nos últimos seis meses", forçando assim aos EUA a formalização de sua retirada do acordo.

Em outubro de 2018, Trump havia avisado que seu país abandonaria o pacto com o argumento de que Moscou estaria supostamente violando-o. Já a Rússia alega que cumpre com o tratado INF à risca e que será forçado a reagir se Washington o abandonar.

Em 23 de janeiro, os Ministérios de Relações Exteriores e da Defesa da Rússia apresentaram o míssil 9M729, cujo alcance violaria o Tratado INF. Os EUA acusam sem nenhuma evidência — para adidos militares de embaixadas estrangeiras e da imprensa indicaram que seu alcance máximo é de 480 quilómetros, menos do que o coberto pelo tratado.

No entanto, os EUA, que não enviaram seus representantes ao evento, insistem na destruição do dito míssil.

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