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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Turquia acusa China de manter "campos de concentração" para uigures

Ancara denuncia tratamento desumano de minoria étnica turcófona e muçulmana. Pequim nega acusações, alegando que uigures se encontram em centros para combate à radicalização islâmica.


Deutsch Welle

O governo turco exigiu da China que dê fim à detenção em massa da minoria muçulmana dos uigures e feche uma rede de "campos de concentração" no noroeste do país.


Patrulhas policiais em massas nas áreas habitadas por uigures, na China
Patrulhas policiais em massas nas áreas habitadas por uigures

"A política de assimilação sistemática das autoridades chinesas face aos turcos uigures é uma vergonha para a humanidade", declarou neste sábado, (10/02) em comunicado, Hami Aksoy, porta-voz do Ministério do Exterior da Turquia.

Ao contrário dos grandes países muçulmanos, diversas ONGs consideram a minoria muçulmana turcófona alvo de repressão. Algumas falam até de "genocídio cultural", envolvendo lavagem cerebral para eliminar idioma e identidade.

A região autónoma chinesa de Xinjiang, onde os uigures constituem a principal etnia, tem registrado violentas tensões interétnicas e atentados fatais, estando sujeita a elevada vigilância policial. Segundo acusações de especialistas e ONGs, até 1 milhão de muçulmanos estarão detidos em centros de reeducação política.

As acusações são desmentidas por Pequim, que se refere a "centros de formação profissional" contra a "radicalização" islamista. Pequim assegura que as medidas de segurança em Xinjiang são necessárias para combater o extremismo, se estarem dirigidas a qualquer grupo étnico em particular.

"Os uigures que não estão detidos nos campos também estão sob forte pressão", acrescentou Aksoy, apelando à comunidade internacional e ao secretário-geral da ONU para "pôr termo a uma tragédia humana que se desenrola em Xinjiang".

Até ao momento, os principais países muçulmanos não se manifestaram sobre essa questão devido aos receios de comprometer suas relações com a China, importante parceiro comercial.

Aksoy afirmou ter sido informado da morte sob detenção do poeta e músico uigur Abdurehim Heyit, comentando: "Esse incidente trágico reforçou ainda mais a reação da opinião pública turca sobre as graves violações dos direitos humanos em Xinjiang."

Heyit era um mestre do dutar, instrumento de duas cordas e braço longo encontrado no Irã e em toda a Ásia Central. Ancara urgiu também a comunidade internacional e o secretário-geral da ONU, António Gutierres a "tomar passos efetivos para acabar com a tragédia humana em Xinjiang.

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