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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Turquia acusa China de manter "campos de concentração" para uigures

Ancara denuncia tratamento desumano de minoria étnica turcófona e muçulmana. Pequim nega acusações, alegando que uigures se encontram em centros para combate à radicalização islâmica.


Deutsch Welle

O governo turco exigiu da China que dê fim à detenção em massa da minoria muçulmana dos uigures e feche uma rede de "campos de concentração" no noroeste do país.


Patrulhas policiais em massas nas áreas habitadas por uigures, na China
Patrulhas policiais em massas nas áreas habitadas por uigures

"A política de assimilação sistemática das autoridades chinesas face aos turcos uigures é uma vergonha para a humanidade", declarou neste sábado, (10/02) em comunicado, Hami Aksoy, porta-voz do Ministério do Exterior da Turquia.

Ao contrário dos grandes países muçulmanos, diversas ONGs consideram a minoria muçulmana turcófona alvo de repressão. Algumas falam até de "genocídio cultural", envolvendo lavagem cerebral para eliminar idioma e identidade.

A região autónoma chinesa de Xinjiang, onde os uigures constituem a principal etnia, tem registrado violentas tensões interétnicas e atentados fatais, estando sujeita a elevada vigilância policial. Segundo acusações de especialistas e ONGs, até 1 milhão de muçulmanos estarão detidos em centros de reeducação política.

As acusações são desmentidas por Pequim, que se refere a "centros de formação profissional" contra a "radicalização" islamista. Pequim assegura que as medidas de segurança em Xinjiang são necessárias para combater o extremismo, se estarem dirigidas a qualquer grupo étnico em particular.

"Os uigures que não estão detidos nos campos também estão sob forte pressão", acrescentou Aksoy, apelando à comunidade internacional e ao secretário-geral da ONU para "pôr termo a uma tragédia humana que se desenrola em Xinjiang".

Até ao momento, os principais países muçulmanos não se manifestaram sobre essa questão devido aos receios de comprometer suas relações com a China, importante parceiro comercial.

Aksoy afirmou ter sido informado da morte sob detenção do poeta e músico uigur Abdurehim Heyit, comentando: "Esse incidente trágico reforçou ainda mais a reação da opinião pública turca sobre as graves violações dos direitos humanos em Xinjiang."

Heyit era um mestre do dutar, instrumento de duas cordas e braço longo encontrado no Irã e em toda a Ásia Central. Ancara urgiu também a comunidade internacional e o secretário-geral da ONU, António Gutierres a "tomar passos efetivos para acabar com a tragédia humana em Xinjiang.

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