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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

Turquia acusa China de manter "campos de concentração" para uigures

Ancara denuncia tratamento desumano de minoria étnica turcófona e muçulmana. Pequim nega acusações, alegando que uigures se encontram em centros para combate à radicalização islâmica.


Deutsch Welle

O governo turco exigiu da China que dê fim à detenção em massa da minoria muçulmana dos uigures e feche uma rede de "campos de concentração" no noroeste do país.


Patrulhas policiais em massas nas áreas habitadas por uigures, na China
Patrulhas policiais em massas nas áreas habitadas por uigures

"A política de assimilação sistemática das autoridades chinesas face aos turcos uigures é uma vergonha para a humanidade", declarou neste sábado, (10/02) em comunicado, Hami Aksoy, porta-voz do Ministério do Exterior da Turquia.

Ao contrário dos grandes países muçulmanos, diversas ONGs consideram a minoria muçulmana turcófona alvo de repressão. Algumas falam até de "genocídio cultural", envolvendo lavagem cerebral para eliminar idioma e identidade.

A região autónoma chinesa de Xinjiang, onde os uigures constituem a principal etnia, tem registrado violentas tensões interétnicas e atentados fatais, estando sujeita a elevada vigilância policial. Segundo acusações de especialistas e ONGs, até 1 milhão de muçulmanos estarão detidos em centros de reeducação política.

As acusações são desmentidas por Pequim, que se refere a "centros de formação profissional" contra a "radicalização" islamista. Pequim assegura que as medidas de segurança em Xinjiang são necessárias para combater o extremismo, se estarem dirigidas a qualquer grupo étnico em particular.

"Os uigures que não estão detidos nos campos também estão sob forte pressão", acrescentou Aksoy, apelando à comunidade internacional e ao secretário-geral da ONU para "pôr termo a uma tragédia humana que se desenrola em Xinjiang".

Até ao momento, os principais países muçulmanos não se manifestaram sobre essa questão devido aos receios de comprometer suas relações com a China, importante parceiro comercial.

Aksoy afirmou ter sido informado da morte sob detenção do poeta e músico uigur Abdurehim Heyit, comentando: "Esse incidente trágico reforçou ainda mais a reação da opinião pública turca sobre as graves violações dos direitos humanos em Xinjiang."

Heyit era um mestre do dutar, instrumento de duas cordas e braço longo encontrado no Irã e em toda a Ásia Central. Ancara urgiu também a comunidade internacional e o secretário-geral da ONU, António Gutierres a "tomar passos efetivos para acabar com a tragédia humana em Xinjiang.

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