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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Washington exige que Alemanha aumente gastos militares porque 'Rússia está à porta'

Berlim não deve economizar em defesa porque "a Rússia está à porta", declarou o embaixador dos EUA na Alemanha, Richard Grenell.


Sputnik

"As obrigações da Alemanha de aumentar os gastos militares para 1,5% [do PIB] são insuficientes, a OTAN exige 2% até 2024", disse o embaixador em entrevista ao jornal Welt am Sonntag poucos dias antes da reunião dos ministros da Defesa da OTAN em Bruxelas.


As forças da OTAN na Letônia
Tropas da OTAN na Letônia © REUTERS / Ints Kalnins

"Os EUA simplesmente lembram à sua boa aliada, a Alemanha, que agora não é a hora de enfraquecer ou minar a OTAN. A Rússia está à porta, deveria ser claro para todos que a OTAN tem de se fortalecer", acrescentou o embaixador.

Grenell declarou que "a Alemanha ainda não apresentou um plano convincente de um caminho para uma meta de 2%".

Segundo o diplomata, ele “entende que os alemães preferem gastar o dinheiro dos impostos em casa e não aumentar o orçamento militar".

Ao mesmo tempo, Grenell negou os rumores que os EUA poderiam abandonar a aliança militar e afirmou que "os EUA estão totalmente comprometidos com a OTAN".

Em julho de 2016, a OTAN aprovou um aumento sem precedentes de sua presença militar no leste da Europa, que inclui a implantação de batalhões multinacionais na Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia no âmbito de uma política de contenção da Rússia, que foi acusada de desestabilização da situação na Ucrânia.

Comentando a situação, o chanceler russo, Sergei Lavrov, disse que a aliança está ciente de que a Rússia não planeja atacar nenhum país e usam a suposta ameaça russa para justificar o envio de armas e tropas para perto das fronteiras russas.

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