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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Washington pretende destruir a ordem constitucional na Venezuela, diz chancelaria russa

Os Estados Unidos estão fazendo seus melhores esforços para destruir a ordem constitucional e mudar o governo na Venezuela, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zajárova.


Sputnik

"Vimos (…) os esforços de Washington e da administração [dos Estados Unidos] concentrados ao máximo na mudança de ordem constitucional na Venezuela", disse a diplomata ao canal de televisão Rossiya 1.


Manifestante joga bomba de gás lacrimogêneo de volta contra Guarda Nacional venezuelana durante protesto em Caracas, Venezuela, em 21 de janeiro de 2019
© REUTERS / Carlos Garcia Rawlins

Segundo Zajárova, no caso de uma guerra civil começar na Venezuela, o governo dos EUA terá que explicar ao seu povo e ao povo da América Latina "para onde os venezuelanos irão".

O representante do Ministério de Relações Exteriores da Rússia ressaltou que o fluxo migratório dos países latino-americanos, que preocupa tanto os EUA que está construindo um muro na fronteira com o México, "aumentará várias vezes" em caso de conflito na Venezuela.

A crise venezuelana se agravou em 23 de janeiro, depois que o presidente da Assembléia Nacional (Parlamento unicameral, com maioria de oposição), Juan Guaidó, proclamou-se presidente interino do país.

O chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que assumiu o segundo mandato em 10 de janeiro, descreveu a declaração de Guaidó como uma tentativa de golpe e culpou os EUA por orquestrá-la.

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