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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Chancelaria russa: blecaute na Venezuela foi provocado do exterior

Blecaute na Venezuela foi provocado do exterior, já que os organizadores do ataque à distância tinham conhecimento do equipamento das instalações produzido no Canadá, declarou a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.


Sputnik

"Nesta semana, um infortúnio sério chegou à Venezuela, levando a vida de cidadãos do país. Como a maioria dos infortúnios que atingiram a Venezuela independente nos últimos anos, este infortúnio chegou do exterior", afirmou a porta-voz.


Visão geral da capital da Venezuela, Caracas, durante um blecaute que atingiu diversos estados venezuelanos no dia 7 de março de 2019.
Blecaute em Caracas © REUTERS / Manaure Quintero

Segundo dados do governo legítimo venezuelano liderado pelo presidente Nicolás Maduro, bem como de outras fontes confiáveis, "o setor energético da Venezuela enfrentou ataque do exterior, se tratando de ações complexas à distância ao sistema de manejo e controle das principais usinas de fornecimento de energia que possuíam equipamento instalado que foi produzido em um país ocidental, como entendi, no Canadá", ressaltou Maria Zakharova durante briefing.

De acordo com a porta-voz, todos os algoritmos de funcionamento e vulnerabilidades das instalações eram "de conhecimento dos organizadores diretos da agressão". Eles e os que encomendaram o ataque são responsáveis pela morte de pessoas, inclusive dos que ficaram sem eletricidade nos hospitais, ressaltou ela, expressando a esperança de que os responsáveis pelo blecaute sejam responsabilizados judicialmente.

A representante da chancelaria russa sublinhou que, caso especialistas russos sejam solicitados para investigar blecaute, o pedido "será considerado muito atenciosamente".

O colapso energético na Venezuela ocorreu no dia 7 de março após um acidente na Hidrelétrica de Guri, responsável pelo fornecimento de 80% da energia ao país, como resultado de um ataque cibernético ao sistema de controle da usina, segundo o governo. O apagão durou até quarta-feira (13), atingindo 21 dos 23 estados do país.

Maduro responsabilizou os EUA pela guerra energética contra a Venezuela. Washington, por sua vez, negou qualquer tipo de participação. A Corpoelec, a companhia elétrica estatal venezuelana, chamou o incidente de "sabotagem" e episódio da guerra energética contra o país.

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