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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Desejo antigo da Marinha do Brasil, quebra-gelo brasileiro começa a sair do papel

A Marinha do Brasil iniciou um processo para a construção de um Navio de Apoio Antártico (NApAnt), em um projeto orçado em R$ 500 milhões. O navio quebra-gelo, como é conhecido, dará suporte aos projetos e às pesquisas do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR).


Sputnik

Em nota enviada à Sputnik Brasil, a Marinha do Brasil ressaltou que a aquisição possibilitará o incremento das atividades realizadas na Antártica.

Estação Antártica Comandante Ferraz
Estação Antártica Comandante Ferraz © FOTO : DIVULGAÇÃO/MARINHA DO BRASIL

“A aquisição do NApAnt, em substituição do NApOc Ary Rongel, possibilitará a continuidade e o incremento das atividades de apoio logístico realizadas pela Marinha do Brasil na Antártica, proporcionando um meio moderno, de maior capacidade e de elevada confiabilidade para a consecução dos objetivos do Brasil no Continente Antártico”, explica.

O futuro Navio de Apoio Antártico ainda ampliará o alcance das atividades na região, sobretudo na parte logística e "pode ampliar sobremaneira o alcance do Programa no Oceano Austral, permitindo alcançar latitudes mais ao sul do limite atual, levando nossas Operações a regiões situadas bem mais ao Sul do paralelo 60ºS e abrangendo uma área total maior do que a atualmente coberta", destaca a nota.

Além de ampliar a área passível de ser visitada pelos pesquisadores, incluindo as regiões oceânicas e terrestres, o navio proporcionará aos cientistas modernos laboratórios e equipamentos em prol dos experimentos.

Segundo a Armada, a nova embarcação também reduzirá o tempo de reabastecimento da Estação Antártica Comandante Ferraz, que deverá ficar pronta no final deste mês, após se destruída por um incêndio há sete anos.

“(…) será possível a redução do tempo necessário para o reabastecimento da Estação Antártica Comandante Ferraz, uma vez que as capacidades do navio proposto incluem guindastes modernos e de maior capacidade de carga e manobra, sistema de navegação e de controle modernos que permitirão maior aproximação com segurança do navio com a praia de desembarque de material e de pessoal”, diz a nota.

A Marinha do Brasil informou ainda que a embarcação faz parte do Programa de Obtenção de Meios Hidroceanográficos (PROHIDRO) da Armada e vai substituir o Navio de Apoio Oceanográfico (NApOc) Ary Rongel, construído em 1981.

Atualmente, a Marinha do Brasil conta com duas embarcações para apoiar logisticamente o PROANTAR: o Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel e o Navio-Polar (NPo) Almirante Maximiano.

Segundo a Armada, o Navio de Apoio Antártico e seus equipamentos visam “apoiar logisticamente o PROANTAR e contribuir para a segurança da navegação na região Antártica, por meio da realização de levantamentos hidrográficos”.

Após publicar em 22 de fevereiro no Diário Oficial da União a intenção de iniciar o processo de obtenção, por construção, da embarcação por empresa a ser contratada pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), a Marinha está na fase de levantamento de informações sobre o projeto. A Armada já disponibilizou um documento intitulado Solicitação de Informações (Request For Information — RFI) que visa buscar dados preliminares sobre projetos técnicos de navios polares construídos por empresas que possuam capacidade e experiência comprovadas em construção desses navios.

A expectativa é que a construção do navio aconteça no Brasil, mas, segundo a Marinha, “ainda não é possível determinar se a obtenção será por construção no Brasil ou no exterior”.

Entre os parâmetros listados pela Armada, em nota à Sputnik, como requisitos para a obtenção da nova embarcação estão:

— As capacidades e requisitos de alto nível dos sistemas, tais como: autonomia; velocidade; raio de ação; capacidades de manobra e carga; sensores de navegação; sistema de propulsão e de geração de energia; capacidade de operações aéreas; sistemas de apoio à pesquisa; dentre outros;

— Os parâmetros do projeto de engenharia, tais como: certificação por Sociedade Classificadora da IACS; diâmetro tático; faixa de temperatura de operação; tecnologia embarcada; capacidade e condições de habitabilidade; capacidade de armazenamento; sistema de controle de avarias; dentre outros;

— Gerenciamento do ciclo de vida do navio, onde são definidos os período mínimo de operação, períodos de manutenção durante seu ciclo de vida, índice de disponibilidade, dentre outros.

O mecanismo quebra-gelo

Segundo a Marinha do Brasil, o NApAnt deverá possuir capacidade para operar no verão/outono, em condições de gelo médio de 1º ano, podendo encontrar intrusões de gelo antigo. Isso permitirá a extensão do período dos cientistas do PROANTAR na região.

Os Navios de Apoio Antártico possuem um casco reforçado, com formato específico para abrir caminho pelos campos de gelo. A embarcação utiliza o próprio peso do navio para quebrar as placas de gelo e, por vezes, o turbilhonamento provocado por seus propulsores.

Para tal, o navio que será construído pela Marinha do Brasil deverá estar em conformidade com os requisitos da Categoria B do Código Polar e requisitos de casco e de máquinas da Classe Polar 6, da “International Association of Classification Societies” (IACS).

Os requisitos definem não somente a possibilidade ou não do trânsito do navio sobre gelo solidificado, mas também a capacidade dos sistemas e equipamentos instalados em suportar e permanecer operando em condições de temperatura extremas.

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