Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Enviado da ONU condena "prisões e violência" por forças de segurança do Hamas durante protestos em Gaza

Nickolay Mladenovo disse que estava "particularmente alarmado com a agressão brutal de jornalistas e funcionários da Comissão Independente dos Direitos Humanos e invasão de casas; palestinos protestam contra a deterioração da situação econômica.


ONU

Em comunicado divulgado este domingo o coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, condenou veementemente a resposta violenta das forças de segurança nos últimos três dias aos protestos palestinos contra a deterioração da situação econômica na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas.


Coordenador especial da ONU para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, by ONU/Loey Felipe

Segundo agências de notícias, palestinos tomaram as ruas na quinta e na sexta-feira, após meses de disputas e impasses entre uma facção do Hamas e a Autoridade Nacional Palestina na Cisjordânia, liderada pelo Fatah, assim como com autoridades israelenses, que controlam todos os acessos à Gaza sob uma política de bloqueio de anos.

Taxas

O fornecimento de eletricidade tem sido esporádico há meses, com Israel também retendo as entregas de combustível em retaliação a ataques com foguetes. Recentemente, Israel teria decidido reter cerca de US$ 140 milhões em transferências de impostos para os palestinos.

Ainda de acordo com agências, o Hamas teria imposto taxas extras aos produtos básicos em toda a Faixa de Gaza, uma das questões que também alimentaram os protestos desta semana contra a crise econômica na região. De acordo com os relatos, jovens exibiram cartazes citando “abaixo com o aumento de preços” e "a revolta dos famintos”.

Repressão

Mladenov disse que condenava "veementemente a campanha de prisões e violência usada pelas forças de segurança do Hamas contra os manifestantes, incluindo mulheres e crianças, em Gaza nos últimos três dias”.

Agências de notícias teriam relatado também que a violenta repressão das manifestações pelas forças de segurança do Hamas incluiu esforços para confiscar os telefones dos repórteres e evidências da resposta intensa. Mladenov disse que estava "particularmente alarmado com a agressão brutal de jornalistas e funcionários da Comissão Independente dos Direitos Humanos, além da invasão de casas. ”

De acordo com as agências,, centenas de pessoas que participaram das manifestações teriam sido detidas durante o fim de semana.

Para o coordenador especial da ONU, “o povo de Gaza, que sofre há tanto tempo, estava protestando contra a terrível situação econômica e exigiu uma melhoria na qualidade de vida na Faixa de Gaza”. Ele acrescentou que é o direito do povo de Gaza “protestar sem medo de represálias”.

Acordo

Mladenov pediu que "facções palestinas se envolvam seriamente com o Egito para implementar o Acordo do Cairo na íntegra”. Ele se referia ao acordo fechado em outubro de 2017, entre Hamas e Fatah, pelo fim de mais de uma década de divergências que começaram com a vitória do Hamas nas urnas em Gaza, em 2006.

O coordenador especial destacou que "as Nações Unidas continuarão seus esforços para evitar a escalada, aliviar o sofrimento das pessoas em Gaza, suspender os bloqueios e apoiar a reconciliação”.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas