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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

'Erro imperdoável': embaixador critica plano de Guaidó de mudar embaixada para Jerusalém

O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó cometeu um erro grave em relação ao mundo árabe anunciando a sua prontidão de mudar a embaixada para Jerusalém, declarou Omar Vielma Osuna, embaixador venezuelano na Jordânia.


Sputnik

"Foi formado um governo ilegítimo liderado por Guaidó e eles cometeram um erro imperdoável declarando que abririam a embaixada em Jerusalém. O mundo árabe se revoltou contra essa ideia", disse o embaixador.


Jerusalém
Jerusalém | CC BY-SA 2.0 / Dan

De acordo com Osuna, o novo modelo econômico da Venezuela é destinado a mostrar aos EUA que Caracas, junto com os seus parceiros do mundo árabe, é capaz de resistir à economia norte-americana.

"O novo modelo econômico da Venezuela implica trabalhar com ouro, metais e outros produtos, então queremos mudar as políticas econômicas no mundo e mostrar ao mundo que nós, junto com os nossos colegas da região árabe, podemos resistir à economia dos EUA", acrescentou ele.

No mês passado Juan Guaidó anunciou planos de restabelecer os laços com Israel, em um gesto para normalizar as relações bilaterais congeladas por Caracas em 2009 devido aos massacres na Faixa de Gaza.

Em 23 de janeiro, Juan Guaidó se declarou presidente interino da Venezuela e foi imediatamente reconhecido pelos EUA, Canadá, Brasil e muitos dos aliados latino-americanos e europeus de Washington. O governo venezuelano descreveu a ação da oposição como uma tentativa de golpe de Estado. Rússia, China, Bolívia, Cuba, Irã, Síria e cerca de uma dúzia de outros países manifestaram apoio ao governo legítimo de Maduro.

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