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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

EUA reduzem relações diplomáticas com palestinos em Jerusalém

As relações dos Estados Unidos com os palestinos ficaram reduzidas a um departamento diplomático após a integração do consulado geral em Jerusalém à embaixada americana em Israel, conforme a medida anunciada em outubro pela Casa Branca que se tornou efetiva nesta segunda-feira.


EFE

Jerusalém - "Isso significa que as relações com os EUA não existirão porque não haverá um relacionamento com o embaixador dos EUA em Israel", explicou à Agência Efe um funcionário palestino.


Consulado americano em Jerusalém em foto de 2018. EFE/ Abir Sultan
Consulado americano em Jerusalém em foto de 2018. EFE/ Abir Sultan

A missão passará a ser liderada a partir de hoje pelo atual embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, acusado em diversas ocasiões de promover e apoiar a colonização israelense nos territórios palestinos da Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

"Esta decisão foi impulsionada por nossos esforços globais para aumentar a eficiência e a eficácia de nossos compromissos e operações diplomáticas. Não indica uma mudança na política dos Estados Unidos sobre Jerusalém, Cisjordânia e Faixa de Gaza", explicou o Departamento de Estado americano em uma declaração oficial.

O rebaixamento dessa categoria foi qualificado pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) como um "ataque político aos direitos e à identidade dos palestinos" e é uma continuidade do processo de deterioração das relações desde que o presidente Donald Trump declarou Jerusalém como capital israelense e transferiu para lá sua embaixada em Israel.

O Departamento de Estado dos EUA garantiu que manterá as atividades e que a missão diplomática "participará de uma ampla gama de relatórios, divulgação e programação na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, assim como com os palestinos em Jerusalém, através da Unidade de Assuntos Palestinos (PAU, na sigla em inglês) da embaixada".

Para a OLP, "a o governo americano está submetendo a Palestina a Israel, e está alinhado com a direita racista israelense, que nega a identidade, a história, a narrativa e os direitos nacionais palestinos".

"Como o presidente declarou, os EUA seguem sem tomar posição sobre os problemas do status final, entre eles os limites e as fronteiras. Os limites específicos da soberania israelense em Jerusalém estão sujeitos a negociações sobre o estado final entre as partes", garantiu Washington em uma nota.

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