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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Haddad: 'Trump e Bolsonaro querem invadir a Venezuela pelo petróleo'

O presidente dos EUA, Donald Trump, e seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, querem invadir a Venezuela para que Washington possa controlar o petróleo do país, disse Fernando Haddad em entrevista exclusiva à Sputnik nesta terça-feira.


Sputnik

"Trump e Bolsonaro querem fazer uma intervenção militar na Venezuela […] A direita e os EUA estão jogando estrategicamente, os EUA provocam um conflito em todo o mundo para assumir o controle do petróleo daquele país, não há dúvida sobre isso", ele afirmou.


Fernando Haddad, candidato à Presidência pelo Partido dos Trabalhadores (PT), durante coletiva de imprensa no Rio de Janeiro.
Fernando Haddad (PT) © Sputnik / Solon Neto

Haddad, que substituiu o Lula como candidato do PT nas últimas eleições brasileiras depois do ex-presidente ser vetado pela Justiça, advertiu que há uma boa chance de uma guerra civil estourar na Venezuela, o que seria "desastroso" para a América Latina.

"Somos muito cautelosos em relação à participação de potências mundiais na resolução de conflitos locais, há múltiplos interesses em jogo nesta questão […] Acreditamos que a própria Venezuela tenha que se autodeterminar".

Haddad disse ainda que "é preciso evitar um conflito armado no continente". Para o político, "o Brasil tem um papel fundamental nesse processo", seguindo a tradição diplomática do país em mediar conflitos.

Mercosul ameaçado

O ex-candidato falou ainda sobre o futuro do Mercado Comum do Sul (Mercosul). O bloco é formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com a Venezuela suspensa e a Bolívia em processo de adesão plena.

Logo após vencer as eleições, a gestão de Jair Bolsonaro deu a entender que não pretende aprofundar as relações com o bloco. O presidente reclamou da falta de flexibilidade nas negociações em grupo e aventou a possibilidade de fechar acordos comerciais com países como o Reino Unido sem a participação das outras nações.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a responder de forma ríspida a uma repórter do Clarín sobre o o tema. "[O Mercosul] não é prioridade, entendeu agora?", disse à época. Seguindo as declarações do mandatário brasileiro, o ministro das Relações Exteriores argentino, Jorge Faurie, argumentou em dezembro que o Mercosul é um "bloco fechado, que não termina de se aperfeiçoar", e pediu que essa inércia fosse modificada.

Para Haddad, a organização está sob ameaça pelas novas políticas do presidente.

"Certamente posso dizer que o Mercosul está em perigo com o Bolsonaro, infelizmente não há liderança para conter essa ameaça", disse Haddad.

Para o petista, a América do Sul está sofrendo uma "grave crise", perdendo a possibilidade de se posicionar de maneira relevante no mundo, à medida que a influência do Mercosul nos acordos comerciais enfraquece.

"A única maneira de sair dessa situação é fazer uma integração radical do continente, que é o oposto do que a direita está propondo […] Essa integração radical só seria alcançada com o Mercosul", acrescentou. "Se nos separarmos, nos tornamos irrelevantes, até o Brasil enfraquece, apesar do nosso tamanho".

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