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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Líder do Talibã passou últimos dias 'embaixo do nariz' dos EUA no Afeganistão, diz livro

O líder e co-fundador do Talibã, Mullah Omar - que teve uma recompensa de US$ 10 milhões por sua cabeça - viveu seus últimos dias em relativa paz e a uma curta distância de uma base dos EUA, afirma uma jornalista holandesa.


Sputnik

A ascensão de Omar ao poder começou quando ele se juntou aos Mujahideen afegãos para combater o Exército soviético na década de 1980. Ele co-fundou o Talibã em 1994 e em dois anos capturou grandes extensões de território, incluindo a capital, Cabul. Acusado de abrigar Osama bin Laden após os ataques de 11 de setembro de 2001, Omar tornou-se um alvo valioso dos EUA durante a invasão do Afeganistão, mas escapou de seus perseguidores até sua morte em 2013.


Mullah Akhtar Mansoor und Mullah Mohammad Omar
Mullah Omar © AP Photo / Rahmat Gul

Nos 12 anos entre a invasão e a morte de Omar, autoridades dos EUA e da CIA acreditaram que ele estava se escondendo no Paquistão. Na realidade, a jornalista holandesa Bette Dam alega em um livro que está por ser lançado que o tempo todo ele estava bem debaixo de seus narizes.

A ex-guarda-costas de Omar e uma série de autoridades afegãs disseram à jornalista que Omar passou os primeiros quatro anos da insurgência vivendo em uma casa modesta na província de Zabul, a uma hora de caminhada da Lagman, declarou ela ao jornal holandês De Volkskrant no mês passado.

As forças dos EUA ocasionalmente varriam a área, em determinado momento procurando o esconderijo de Omar enquanto o chefe do Talibã se escondia atrás de uma porta secreta. Quando os EUA começaram a construir outra base a algumas centenas de metros de seu esconderijo, Omar fez as malas e seguiu em frente.

Ele se mudou para uma cabana de barro no remoto distrito de Siuray, dessa vez à sombra da base militar Wolverine, em um ponto que abriga mais de mil soldados da coalizão.

"Foi muito perigoso para nós lá", disse o guarda-costas de Omar à jornalista holandesa. "Às vezes, havia apenas a largura de uma mesa entre nós e os militares estrangeiros", acrescentou.

Em seus oito anos em Siuray, Omar continuou sendo uma espécie de líder espiritual do Talibã, mas raramente fazia planos militares com os militantes. Ele recebeu pacotes de comida e roupas de moradores locais irritados com a presença dos EUA e permaneceu em casa, orando e meditando.

O chefe terrorista raramente se aventurou do lado de fora, por medo de ser visto por aviões e drones dos EUA, e eventualmente adoeceu em 2013. Omar recusou tratamento médico e morreu em 23 de abril. Sua morte só foi confirmada pelo Talibã dois anos depois.

O próximo livro de Bette Dam contradiz o consenso dos EUA sobre a localização de Omar. Recolhidos de quase uma década do Afeganistão, suas principais descobertas estão sendo traduzidas para o inglês pelo Zomia Center, um centro de estudos de Nova York. Sobre como Omar poderia ter escapado da maior potência militar do mundo por mais de uma década, Dam afirma que a questão era de confiança.

"Eles se aproximam de suas fontes com uma arma no estômago, então eles não necessariamente obtêm boas informações", opinou.

"[Os norte-americanos] estão em grandes campos militares", prosseguiu a jornalista. "Muito pouca informação vem para eles […] Eu também falo com os caras com quem eles falam. Mas eu venho em roupas locais, como cidadão. Eu tenho nada comigo, isso torna tudo diferente", concluiu.

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