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Fuzileiros Navais do Brasil e dos EUA ratificam acordo de cooperação

Diálogo conversou com o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil (MB) Nélio de Almeida para conhecer detalhes dessa parceria
Por Marcos Ommati | Diálogo Américas | Poder Naval

Criar mais oportunidades de intercâmbio de conhecimento e treinamento combinado entre os Fuzileiros Navais do Brasil e dos Estados Unidos. Este é o objetivo principal de um plano de cinco anos ratificado em fevereiro de 2019 entre os representantes de ambas as forças, o Contra-Almirante (FN) da Marinha do Brasil Nélio de Almeida, comandante do Desenvolvimento Doutrinário do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) do Brasil e presidente nacional da Associação de Veteranos desta força, e o Contra-Almirante Michael F. Fahey III, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais Sul dos EUA (MARFORSOUTH, em inglês). O C Alte Nélio recebeu Diálogo em seu escritório na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, para dar detalhes do acordo e conversar sobre outros temas de interesse das marinhas do Brasil e de outros países da região e dos E…

Poderá Turquia ficar sem caças F-35 e sistemas Patriot por querer comprar S-400 russos?

Apesar da crescente pressão de Washington, Turquia se recusou a desistir do acordo de compra dos sistemas de mísseis antiaéreos russos S-400. Sputnik conversou com Aydin Sezer, chefe do Centro de Investigação Turco-Russo, acerca desta situação.


Sputnik

Charlie Summers, porta-voz do Ministério de Defesa dos EUA, avisou que se a Turquia for para a frente na compra dos sistemas de mísseis antiaéreos russos, nesse caso Washington seria obrigado a suspender o fornecimento não só dos caças furtivos F-35, como também dos sistemas de mísseis Patriot, que foram autorizados anteriormente pelo Departamento de Estado.


Sistema de mísseis americano Patriot, foto de arquivo
MIM-104 Patriot © AP Photo / Michael Sohn

Aydin Sezer acredita que Washington irá cumprir as ameaças e vai suspender o projeto de fornecimento dos F-35 e dos sistemas de mísseis Patriot. Ele também está seguro que os EUA irão aplicar sanções econômicas à Turquia, o que vai agravar ainda mais a crise econômica que o país está sofrendo.

Segundo o analista, a suspensão desses fornecimentos terá efeitos muito negativos e enfraquecerá as capacidades de defesa aérea da Turquia, apesar das declarações feitas anteriormente que os S-400 reforçariam seu poder defensivo.

Na opinião de Sezer, a Turquia tem uma forte esperança que os EUA não sigam em frente com os procedimentos de suspensão dos fornecimentos, sendo que a Turquia é um aliado comprometido da OTAN. Sublinhando que o acordo de compra dos sistemas S-400 não é o único problema que afeta as relações entre a Turquia e EUA, ele também enfatizou que nenhum dos países quer agravar as relações ainda mais até que sejam muito difíceis de reparar.

"Os EUA também estão descontentes com a aproximação entre a Turquia e a Rússia […] Penso que nenhum dos lados vai se arriscar a romper as relações bilaterais, mesmo que ambos os lados tenham feito quase todo o tipo de declarações tanto em privado como em público."

Sezer aponta que Ankara usou o acordo para aquisição dos sistemas de mísseis antiaéreos S-400 para mostrar a Washington que existe sempre uma "alternativa" para a Turquia em questões de política externa.

"Foi como um instrumento de pêndulo político entre os EUA e a Rússia. A Turquia deixou bem claro que a opção de [acordos com a] Rússia está sempre em cima da mesa sobre qualquer assunto, e também comprovou isso participando em Astana nas negociações sobre a guerra civil na Síria realizadas com a Rússia e o Irã", disse ele.

A aquisição dos S-400 também favorece Erdogan nas questões de política interna no país. De acordo com Sezer, o presidente turco Erdogan gosta de usar a carta da "confrontação com os EUA" antes de eleições, e o seu partido AKP (Partido da Justiça e Desenvolvimento) irá usar isso mesmo nas futuras eleições locais.

Os EUA se mostraram várias vezes contra a aquisição dos sistemas russos S-400 pela Turquia. O Pentágono também mencionou "consequências graves", inclusive no que diz respeito a sanções econômicas e à deterioração das relações na área da defesa.

Na semana passada, o general Curtis Scaparrotti, chefe do Comando Europeu dos EUA (USEUCOM), citado pelo portal Business Insider, comentou que aconselharia contra o fornecimento de caças furtivos F-35 à Turquia, sendo que os sistemas antiaéreos russos poderiam revelar os pontos fracos dos aviões americanos.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan declarou no domingo passado que o acordo da Turquia para compra de sistemas de defesa antiaéreos russos S-400 "não tem nada a ver" com a segurança dos Estados Unidos ou com a OTAN.

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