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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Chanceler russo: EUA preparam nova corrida armamentista

O poder nos EUA está nas mãos dos partidários de uma nova corrida armamentista, mas ele não vão conseguir que a Rússia participe desse processo, disse durante um reunião do Conselho para a Política Externa e de Defesa, o chanceler russo, Sergey Lavrov.


Sputnik

"Se olharmos para as ações de Washington nessa área, podemos concluir que os defensores de uma nova corrida armamentista prevalecem", disse o chefe da diplomacia russa.

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante conversações com homólogo japonês Taro Kono (imagem de arquivo)
Sergei Lavrov © Sputnik / Ramil Sitdikov

Lavrov lembrou que o presidente russo, Vladimir Putin, destacou repetidamente essa tendência.

"Quero enfatizar que eles não serão capazes de envolver a Rússia neste dispendioso exercício", destacou o ministro.

Lavrov denunciou que os Estados Unidos estão empenhados em "destruir" todos os acordos existentes em matéria de controle de armas, incluindo o Tratado sobre mísseis de curto e médio alcance (INF), e o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START).

Se os Estados Unidos conseguirem o que querem, as consequências serão desastrosas para outros mecanismos existentes em matéria de desarmamento e não-proliferação.

"É importante não permitir a realização do cenário que se expressa na fórmula familiar de 'ninguém queria guerra, mas a guerra era inevitável'. Estamos tentando trabalhar com todos os nossos parceiros de modo mais próximo e eficaz possível, fazendo propostas para aumentar previsibilidade e confiança na área de segurança internacional ", disse o diplomata.

Lavrov citou a proposta de um tratado de segurança euro-atlântica e iniciativa conjunta russo-chinesa para impedir a instalação de armas no espaço.

"Há outras propostas que permanecem na mesa de negociação…mas os nossos colegas em Washington, Bruxelas e outras capitais ocidentais não estão prontos para uma conversa tão profissional", acrescentou o ministro.

O Tratado INF foi assinado em 1987 pela então União Soviética e os EUA para proibir mísseis balísticos e de cruzeiro com um alcance entre 500 e 5.500 quilômetros.

Em outubro passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que seu país abandonaria o pacto, porque Moscou supostamente violou o acordo.

Segundo o tratado START (também conhecido como START III), os EUA e a Rússia se comprometeram a reduzir seus arsenais para 700 mísseis, 1.550 ogivas nucleares.

Assinado em 2010, o acordo entrou em vigor em 2011 por um período de dez anos, prorrogável por outros cinco.

As conversações russo-americanas para estender o tratado estagnaram.

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