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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

EUA retiram parte de suas tropas da Líbia

Comando americano afirmou que tomou decisão após aumento de "distúrbios" no país, que vive cenário caótico com dois diferentes governos disputando o controle do território.


Deutsch Welle

Os Estados Unidos decidiram retirar "temporariamente" parte das suas tropas na Líbia devido ao aumento de "distúrbios" no país do norte da África, informou neste domingo (07/04) o comando das Forças Armadas na África (AfriCom).

Libyen Militärwagen auf Straße (Reuters TV)
Na última quinta-feira, o exército leal ao marechal Khalifa Hafter, que controla o leste do país iniciou uma ofensiva para tomar a capital do país

"Devido ao aumento de distúrbios na Líbia, um contingente de tropas que participam da missão do Africom foi retirado temporariamente do país em resposta às condições de segurança no terreno", anunciou o comando responsável pelas Forças Armadas dos EUA na África em comunicado.

A nota não esclarece nem o número de soldados retirados nem o seu destino.

O Africom assegurou que "mantém seu compromisso" de conseguir uma Líbia "segura e estável" e destacou que seguirá "realizando um planejamento militar prudente" enquanto avalia a situação.

"A realidade quanto à segurança no terreno na Líbia é cada vez mais complexa e imprevisível. Apesar deste reajuste das nossas tropas, permaneceremos atentos para apoiar a atual estratégia dos EUA", garantiu o general do Corpo de Infantaria da Marinha, Thomas Waldhauser, comandante do Africom, citado na nota.

Desde que em 2011 a comunidade internacional contribuiu para a vitória dos rebeldes sobre o regime de Muammar Kadafi, a Líbia é palco de disputas entre diferentes grupos que tentam conquistar o poder sobre todo o território.

Atualmente há dois governos no país, um apoiado pela ONU no oeste e outro tutelado pelo marechal Khalifa Hafter, antigo líder da oposição a Khadafi recrutado pela CIA e que controla o leste do território.

Hafter, um antigo membro da cúpula militar que contribuiu para que Muammar Kadafi chegasse ao poder em 1969, ordenou às suas tropas que iniciassem a conquista de Trípoli na quinta-feira, com o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, na capital, em uma clara mensagem à comunidade internacional.

Recrutado pela CIA nos anos 80 e transformado em um dos principais opositores a Kadafi no exílio, o marechal retornou à Líbia em março de 2011, um mês depois que explodisse a revolução.

No início de maio de 2014, conseguiu com que o governo rebelde com sede em Tobruk lhe nomeasse chefe do antigo Exército Nacional Líbio (LNA) e meses depois iniciou uma operação bélica para conseguir o controle das cidades de Benghazi e Derna, que durou cerca de quatro anos e causou uma enorme crise humanitária.

Além disso, conquistou os portos de Sidra e Ras Lanufe, coração da indústria petrolífera do país. Neste domingo, as tropas de Hafter afirmaram ter realizado um primeiro ataque aéreo nos arredores de Trípoli. No sábado, as forças leais ao marechal já haviam assumido o controle do aeroporto internacional da capital.

A nova ofensiva levou os ministros de Relações Exteriores de países que compoem G7 a defender no sábado o apoio aos esforços da ONU a favor de uma Líbia "estável, pacífica, segura, democrática e unida, dotada de instituições estatais nacionais fortes e capazes de garantir segurança aos líbios".

Neste sentido, o Africom expressou hoje seu apoio à ONU e se comprometeu a "continuar fazendo sua parte" para apoiar o governo e o povo líbio.

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