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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Israel teria usado pela 1ª vez novo míssil que evita sistemas S-300 na Síria

Caças F-16 da Força Aérea israelense podem ter usado o mais novo míssil ar-terra Rampage, que evita a defesa antiaérea, durante o último ataque contra uma instalação militar no oeste da Síria, comunica o analista Babak Taghvaee.


Sputnik

Para o especialista em defesa, os mísseis foram usados "devido ao perigo" representado pelos sistemas S-300PM-2, em posse da Força de Defesa Aérea da Síria e que foram entregues ao país árabe pela Rússia. O míssil Rampage pode ser utilizado a bordo dos F-15, F-16 e F-35 israelenses e percorrer mais de 140 km a velocidades supersônicas guiado por um sistema GPS.

Míssil balístico hipersônico Rampage sendo lançado de avião de combate F-16 (imagem de arquivo)
Míssil balístico hipersônico Rampage © Foto : Indústrias Aeroespaciais de Israel/ Indústrias Militares de Israel

Crucialmente, o míssil foi projetado para atingir alvos de alto valor em longas distâncias, o que significa que pode ser lançado por uma aeronave que pode então retornar a uma distância segura, antes que a defesa antiaérea inimiga tenha chance de responder.

A empresa israelense de inteligência por satélite ImageSat International disse que os ataques tinham como objetivo uma fábrica de mísseis "iraniana" operando dentro da Síria, mas admitiu que suas imagens não podiam confirmar o "controle iraniano" sobre a instalação.

No sábado (13), Israel teria alegadamente realizado ataques aéreos contra uma suposta "fábrica de mísseis" ligada ao Irã na província síria de Hama, destruindo edifícios e ferindo pelo menos três militares sírios. As tropas de defesa antiaérea sírias informaram que interceptaram vários mísseis, que foram lançados do espaço aéreo libanês para evitar uma defesa antiaérea eficaz.

Israel realizou centenas de ataques aéreos por toda a Síria nos últimos anos, enquanto acusava Teerã de usar o país devastado pela guerra como base para um possível futuro ataque militar contra Tel Aviv.

Os ataques israelitas contra a Síria diminuíram no final do ano passado, após a instalação no país de baterias de mísseis de defesa antiaérea S-300 de fabricação russa. A Rússia forneceu à Síria esses sistemas em outubro de 2018 após a derrubada acidental de um avião militar russo Il-20 durante um ataque aéreo israelense na Síria.

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