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Trump não precisa de autorização do Congresso para declarar guerra ao Irã, diz analista

Donald Trump pode não precisar do aval do Congresso para declarar guerra contra o Irã, algo que seus conselheiros "vêm construindo discretamente" um caso em meio a sanções crescentes, informa Jonathan Allen, da NBC News.
Sputnik

O articulista afirma que os principais elementos do plano incluem ligar a al-Qaeda ao Irã para retratar a República Islâmica como uma ameaça terrorista aos EUA, "o que é exatamente o que as autoridades do governo vêm fazendo nas últimas semanas".

"Isso poderia dar a Trump a justificativa que ele precisa para combater o Irã sob a resolução de uso de força de 2001, sem aprovação do Congresso", Allen argumenta, acrescentando que o Congresso dificilmente concederá ao presidente americano "nova autoridade para atacar o Irã nas circunstâncias atuais ”.

Os comentários do autor vêm depois que o New York Times citou vários altos funcionários norte-americanos não identificados dizendo que “[o presidente Donald] Trump foi firme em dizer que…

Malvinas 37 anos – Tu-95 soviéticos espionaram navios da Marinha Britânica

Durante a Guerra das Malvinas, o destacamento de bombardeiros Tu-95 do Exército soviético, implantado em Angola desde 1977, se encarregou de seguir a frota britânica, estudar sua composição e formação, tirar fotos e reunir inteligência eletrônica.


Por Jaime Nogueira | Russia Beyond | Poder Naval

Os Tupolev Tu-95 (denominados “Urso” pela Otan), empregados pelo 392º Regimento Aéreo Independente de Reconhecimento de Longo Alcance do Exército soviético no aeroporto de Luanda (Angola), contavam com excelentes radares e equipamentos eletrônicos. Além disso, suas tripulações tinham experiência em interagir com navios e submarinos – algo considerado “normal”, já que uma de suas missões era buscar alvos para os mísseis antinavio de longo alcance que eles carregavam.

Tu-95 acompanhando por um jato britânico sobrevoando o HMS Hermes
Tu-95 acompanhado por um jato britânico sobrevoando o HMS Hermes

A partir de sua base em Angola, os Tu-95s monitoraram o tráfego comercial que, passando pelo Cabo da Boa Esperança, se dirigia ao hemisfério Norte. No entanto, a eclosão da guerra das Malvinas tornou esse destacamento especialmente ativo.

Vigiados por ursos

Alguns marinheiros britânicos ainda se lembram da imagem dos imponentes Tu-95 voando alto sobre seus navios enquanto se aproximavam da zona de combate nas Malvinas. Mas de onde saíam aqueles aviões russos? Desde 1977, esses veteranos da aviação (o primeiro voo deste bombardeiro ocorreu em 1952) operavam a partir da ex-colônia portuguesa de Angola. A espionagem não chegava apenas da órbita terrestre.

De acordo com “Fidel, futebol e Malvinas”, livro do apresentador e analista político Serguêi Brilev baseado em informações obtidas em entrevistas com militares da União Soviética, o apoio soviético à Argentina não se limitou a fornecer dados coletados pelos satélite Kosmos-1365, 1368 e 1372. Brilev afirma em seu livro que os soviéticos utilizaram também aeronaves Tu-95 para seguir a força-tarefa enviada por Margaret Thatcher ao Atlântico Sul, na área entre a baía de Biscaia e o Equador.

Espionando o Hermes

Às vezes, os gigantescos aviões soviéticos sobrevoavam os navios da Marinha Real a uma altura de apenas 30 a 40 metros. O coronel soviético Gueôrgui Bulbenkov confirmou ao site Sovsekretno.ru sua participação nesses voos rasantes. Bulbenkov descreveu, por exemplo, como, além de fotografias aéreas, o porta-aviões britânico HMS Hermes também foi espionado por monitoramento rádio-técnico, no qual se escutava, registrava, decodificava e analisava “tudo o que navios irradiavam no ar”.

Os navios britânicos também foram espionados em seu retorno ao Reino Unido. “Fomos informados de que o porta-aviões HMS Hermes havia sido atingido por mísseis argentinos e que poderia ter que entrar no dique seco conserto por um longo período”, disse Bulbenkov. Os britânicos não reconheceram o dano causado por argentinos, embora o navio tenha passado por reparos durante quatro meses, até novembro de 1982.

Interceptado

Durante o voo de observação sobre o porta-aviões britânico HMS Hermes mencionado por Bulbenkov, o avião espião russo acabou sendo interceptado por um Phantom FRG.2 do Esquadrão 29 da RAF (do inglês, Força Aérea Real), que decolou do aeroporto de Wideawake, na ilha de Ascensão.

Quando o conflito terminou, os “ursos” voltaram às suas tarefas habituais e, anos depois, deixar de voar de Angola.

Uma dúvida, porém, permanece: os dados obtidos pelos Tu-95 foram transmitidas a esquadrões de ataque argentinos? Caso sim, ajudou? Agora resta esperar até que todos os arquivos – quase 40 anos depois, ainda secretos – sejam desclassificados.

FONTE: Russia Beyond

Avião C-115 DHC-5A Buffalo - FAB - Canadian Armed Forces - GIIC

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