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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Ofensiva militar na Líbia provoca 32 mortos e dezenas de feridos

Pelo menos 32 pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas desde o início da ofensiva do marechal Haftar contra a capital líbia na quinta-feira, revela um novo balanço do Ministério da Saúde do Governo de União Nacional.


Diário de Notícias | Lusa

Numa declaração à televisão Libya al-Ahrar, no domingo à noite, o ministro da Saúde, A'hmid Omar, declarou que várias das vítimas são civis, sem precisar o número exato.

© REUTERS/Esam Omran Al-Fetori

Por seu lado, o Exército Nacional da Líbia (ANL, sigla em inglês), liderado pelo marechal Khalifa Haftar, reportou na noite de sábado 14 mortos entre os seus combatentes.

Violentos combates nas proximidades de Trípoli opuseram no domingo as forças paramilitares do marechal Haftar, que quer conquistar a capital, e as tropas do Governo de União Nacional (GNA, sigla em inglês), administração líbia que é reconhecida pela comunidade internacional.

Os Estados Unidos pediram, entretanto, "um cessar imediato" da ofensiva do marechal Haftar.

As grandes potências não conseguiram ainda concordar com a Organização das Nações Unidas (ONU) uma posição comum sobre a crise na Líbia.

Um país rico em petróleo, a Líbia ficou dilacerada após a queda do Presidente Muammar Kadhafi em 2011, que gerou múltiplos conflitos internos.

Entretanto, a ofensiva lançada na quinta-feira pelas forças do marechal Haftar, homem forte no leste do país que quer tomar Trípoli e estender seu domínio no oeste, marca uma clara degradação entre as duas principais entidades que lutam pelo poder no país.

A missão da ONU na Líbia (Manul) lançou um "apelo urgente" para uma trégua de duas horas no subúrbio de Trípoli, no sul do país, para permitir a retirada de feridos e civis diante da escalada militar.

Mas "não houve trégua", disse à agência noticiosa francesa AFP um porta-voz do Manul, Jean Alam. Os serviços de socorro da Líbia confirmaram que não conseguiram entrar nas zonas de conflito.

Os combates ocorreram no domingo ao sul de Trípoli, especialmente em Wadi Rabi e no perímetro do aeroporto internacional, uma infraestrutura não utilizada desde sua destruição pelos combates em 2014.

O ANL anunciou no domingo que realizou seu primeiro ataque aéreo nos subúrbios ao sul de Trípoli. As forças leais ao Governo do primeiro-ministro Fayez al-Sarraj (GNA), apoiadas pela ONU, realizaram a seu primeiro ataque aéreo no dia anterior.

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