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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Análise: política dos EUA no Oriente Médio poderia desencadear nova guerra mundial

Em entrevista ao The Guardian, Alistair Burt, ex-subsecretário de Estado das Relações Exteriores do Reino Unido até março passado e membro do Partido Conservador, compartilhou suas preocupações em relação à política da administração Trump para o Oriente Médio, que, segundo ele, poderia desencadear uma guerra.


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Alistar Burt declarou que, em vez de promover sua agenda agressiva, Washington deveria sentar-se à mesa de negociações com outros países do Oriente Médio, incluindo o Irã. Ele acrescentou que, se as partes em conflito não encontrem uma solução para as tensões crescentes, o conflito atual podem se transformar em algo muito pior.

Convés do porta-aviões USS Abraham Lincoln durante as manobras em 17 de maio de 2019
© REUTERS / Garrett LaBarge/U.S. Navy

"Se nada mudar, isso vai piorar e alguém em algum lugar vai fazer algo estúpido e você terá o equivalente moderno do arquiduque sendo baleado em alguma rua desconhecida de Sarajevo", opinou Burt em uma referência óbvia ao incidente que levou à eclosão da Primeira Guerra Mundial.

O político britânico disse que a saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã no ano passado contribuiu muito para a instabilidade na região. Ele observou que, embora as ações de Trump tenham sido ditadas pelo desejo de cumprir suas promessas eleitorais, na sua administração há pessoas que são abertamente hostis ao Irã e que, como Burt teme, podem estar procurando realizar algumas provocações.

Como exemplo dessas pessoas Burt indicou o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, que, segundo o diplomata britânico, "há muito tempo tem uma postura agressiva mal dissimulada" em relação ao Irã e agora ocupa uma posição importante na Casa Branca. Enquanto o ex-subsecretário do Reino Unido admitiu que a "retórica exaltada" de Bolton pode ter algum "efeito genuinamente dissuasivo", uma política de pressão máxima não funcionará com o Irã.

"A crise iraniana clama por negociação, mas, em vez de se reunirem e dizerem 'Isto é o que precisamos fazer', a postura é dizer que 'é perfeitamente óbvio que essas pessoas são vilãs e se você não está a nosso favor, você é contra nós, e você terá que pagar as consequências", explicou ele.

Burt opinou também que a pressão das sanções contra Teerã não resultou em uma mudança de suas políticas, permitiu, sim, que os radicais ganhassem mais poder e, ao mesmo tempo, isolou os reformadores.

A tensão entre o Irã e os Estados Unidos aumentou desde maio de 2018, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixar o acordo nuclear iraniano. Em menos de um ano, Washington impôs várias rodadas de sanções contra a república islâmica, visando o sistema financeiro, transporte, forças armadas e outras esferas do país. Além disso, em maio de 2019 Washington enviou navios de guerra e bombardeiros estratégicos B-52 para o Oriente Médio com o objetivo de enviar "uma mensagem clara e inequívoca" a Teerã.

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