Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

'Declarações de Eduardo Bolsonaro sobre armas nucleares causam problemas para Brasil e Argentina'

Presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Eduardo Bolsonaro participou de reunião sobre a cooperação nuclear entre Brasil e Argentina. Encontro acontece após deputado defender desenvolvimento de armas nucleares, postura que, na visão de especialista ouvido pela Sputnik Brasil enfraquece a relação militar entre os dois países.


Sputnik

Pesquisador da Escola de Guerra Naval e professor de relações internacionais, Ricardo Cabral considerou que as declarações de Eduardo Bolsonaro tocaram em um ponto sensível da cooperação entre Argentina e Brasil. Segundo Cabral, a relação militar entre os dois países se iniciou de fato no governo Geisel e se aprofundou durante a gestão de Sarney, mas a questão nuclear sempre foi motivo de desconforto.

Deputado Federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP)
Deputado Federal Carlos Bolsonaro (PSC) | Lucio Bernardo Junior/ Câmara dos Deputados

"A cooperação militar entre Brasil e Argentina é bastante extensa e profunda. A cooperação nuclear, porém, sempre foi um problema, já que ambos os governos tentaram viabilizar a construção de armas nucleares e abandonaram após a assinatura de vários protocolos sobre isso. Causa desconforto aos argentinos mesmo o projeto de construção do submarino nuclear", diz o professor em referência ao projeto SN Álvaro Alberto desenvolvido pela Marinha em parceria com a França.

O submarino nuclear brasileiro - sonho da Marinha há décadas - deve ser concluído em 2029. A embarcação é mais veloz, consegue ficar submerso por mais tempo e permite a instalação de mísseis encapsulados, aspecto mais complicado em um submarino convencional. Também funciona como efeito dissuasivo, já que um submarino nuclear é mais silencioso, é capaz de fazer ataques e fugir da caça após o início da retaliação por navios de superfície.

Ao defender o desenvolvimento de armas nucleares para conter a "ameaça Rússia- China", Eduardo Bolsonaro tocou em ponto sensível para as diplomacias do Brasil e da Argentina. Mais do que isso, avalia Braga, o deputado deu margem para que os EUA continuem pressionando os dois países a assinarem o Protocolo Adicional do Tratado de Não Proliferação Nuclear, mecanismo jurídico que permitiria inspeções mais abrangentes em instalações atômicas e poderia comprometer segredos industriais brasileiros.

Brasil e Argentina gerem desde os anos 90 a Agência Brasileiro-Argentina de Controle e Contabilidade de Materiais Nucleares (Abacc) e argumentam que o mecanismo já dispõem de ferramentas de contenção dos seus respectivos programas nucleares sem a necessidade do protocolo.

"Temos segredos industriais a se preservar, como por exemplo a forma como o reator está sendo construído. Uma declaração dessas fragiliza a posição de uso pacífico da energia nuclear", avalia Cabral. "Você vai levantar uma questão destas em um momento em que sequer se consegue dar continuidade aos programas de modernização [das Forças Armadas]? É uma perda de tempo, é pautar algo inimaginável", critica o especialista.

Cabral diz que o protocolo adicional é "vago" e abre margem para que outros países copiem aspectos da tecnologia nuclear brasileira. "É uma pressão que deve continuar, declarações como as de Eduardo Bolsonaro não ajudam", conclui.

Smartphone Samsung Galaxy J8 64GB Preto 4G - 4GB RAM Tela 6” Câm. 16MP + 5MP + Selfie 16MP

Smartphone Samsung Galaxy J8 64GB Preto 4G - 4GB RAM Tela 6” Câm. 16MP + 5MP + Selfie 16MP Preto

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas