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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Massacre no Mali deixa pelo menos 95 mortos

Casas foram queimadas e animais, abatidos. Nenhum grupo assume a autoria do ataque. País africano é abalado por conflitos étnicos e disputas internas. Violência é acirrada pela presença de extremistas islâmicos.


Deutsch Welle

Pelo menos 95 pessoas morreram nesta segunda-feira (10/06) durante um ataque armado contra um vilarejo do grupo étnico dogon, no Mali. Casas foram queimadas ainda com moradores dentro delas e animais foram abatidos.

Vulto de homem em primeiro plano com rebanho de bois ao fundo, na margem de um rio
Região central do Mali é afetada há anos por conflitos entre etnias rivais

Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelo massacre, embora a tensão étnica seja alta desde março, quando uma milícia dogon foi acusada de realizar um grande massacre numa aldeia da etnia fulani.

Youssouf Toloba, que lidera a milícia dogon conhecida como Dan Na Ambassagou, negou que seus combatentes sejam responsáveis pelo massacre de março, que matou pelo menos 157 pessoas. Gestantes, crianças e idosos estavam entre as vítimas. Alguns líderes fulanis, no entanto, prometeram realizar ataques de represália.

Amadou Sangho, porta-voz do Ministério da Segurança Interior, disse que 19 pessoas estavam desaparecidas depois que a aldeia dogon de Sobane foi atacada por volta das 3h desta segunda-feira. A aldeia fica em Sangha, considerado bastião da milícia dogon, acusada pelo ataque de março.

Anos de violência causada por diversos conflitos internos no Mali deixaram cerca de 60 mil refugiados e deslocados no país africano, onde 3,2 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Os conflitos têm sido agravados pela presença de extremistas islâmicos, que se mudaram para o sul, vindos de suas fortalezas no norte árido. Os fulanis são acusados ​​de colaborar com os jihadistas da Organização do Estado Islâmico do Grande Saara em ataques contra aldeias dogon visando impedir que os moradores cultivem suas terras.

Os fulanis, por sua vez, acusam os dogons de colaborarem com militares de Mali, embora não haja sinais conclusivos de suporte do Estado.

A ONG Human Rights Watch disse que a milícia Dan Na Ambassagou esteve envolvida em dezenas de ataques mortais ao longo do ano passado e o presidente do Mali prometeu combatê-la.

Os fulanis são tradicionalmente criadores de gado, em longa rivalidade com o grupo étnico dogon, que se concentra na caça.

A instabilidade que afeta o Mali começou com o golpe de Estado de 2012, quando grupos tuaregues rebeldes, junto a organizações jihadistas, tomaram o controle do norte do país durante dez meses. Os jihadistas foram teoricamente expulsos em 2013, graças a uma intervenção militar internacional liderada pela França, mas extensas áreas do país, sobretudo do norte e do centro, escapam do controle estatal.

O Mali também se transformou numa área perigosa para os soldados das Nações Unidas, uma vez que 119 capacetes azuis da ONU morreram e outros 397 ficaram feridos em ataques de grupos violentos desde 2013.

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