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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Mísseis do Brasil e África do Sul: 'maior vantagem é a independência'

Segundo especialista em temas militares, entrevistado pela Sputnik Brasil, a produção conjunta de mísseis de Brasil e África do Sul garante independência para as Forças Armadas brasileiras.


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O Ministro da Defesa do Brasil, Fernando Azevedo, visitou esta semana na África do Sul o grupo Denel Dynamics, que o convidou para conhecer os mísseis produzidos no país, incluindo o A-Darter, o Umkhonto e o Marlin.

Caças suecos JAS 39 Gripen
CC BY 2.0 / mashleymorgan / Caças suecos JAS 39 Gripen

A Denel garantiu que a empresa pretende continuar a cooperação com o Brasil.

Os mísseis A-Darter deverão ser transportados pelos caças Gripen C/D da Força Aérea sul-africana e pelos 36 novos caças Gripen E/F da Força Aérea brasileira.

O jornalista especializado em assuntos militares, Pedro Paulo Rezende, acrescentou à Sputnik que o Brasil já investiu 150 milhões de dólares no míssil A-Darter. A Denel desenvolvia a arma em conjunto com a Mectron (da Odebrecht), que foi fechada, mas o projeto foi assumido pela Avibras Indústria Aeroespacial.

Ou seja, o Brasil faz parte do projeto tanto com capital, como com o conhecimento tecnológico.

"É interessante produzir esse material no Brasil. Em momento de crise isso dá uma certa independência. Hoje em dia se considera mais importante você fabricar o míssil, do que o avião que vai combater com ele", declarou Pedro Paulo Rezende à Sputnik Brasil.

"Comprar lá fora muitas vezes tem restrição", acrescentou o jornalista.

Como exemplo, ele revelou que os Estados Unidos somente fornecem material de treinamento para a região da América Latina, quando se efetua uma compra desse tipo de material bélico. Dessa forma, os mísseis adquiridos só são entregues ao cliente em caso de um conflito real.

"Em caso de fabricação conjunta com outro país a gente não tem essa limitação, temos arma real na mão", explicou o especialista.

O jornalista destacou que a África do Sul, além das vantagens citadas, possui tradição na produção de armamentos, tendo cooperado de perto com Israel, na década de 80.

"O maior ganho é a independência", reiterou Rezende.

Para ele, depois do A-Darter, existem projetos de novos mísseis a serem desenvolvidos pelos dois países, pois a indústria nacional ficou muito prejudicada com a fim da Mectron. Assim, para ele, a cooperação com África do Sul é importante para o setor como um todo.

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