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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Putin: nem aliados dos EUA apoiam intervenção militar na Venezuela

Falando na quinta-feira (6) no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, o presidente russo Vladimir Putin revelou alguns detalhes das relações entre a Rússia e a Venezuela, entre os quais aspectos econômicos e militares.


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"Intervenções militares são um desastre total. Tanto quanto posso imaginar, segundo as informações que tenho, nem os aliados dos EUA, ninguém apoia uma intervenção militar. Ninguém. Não conheço quem apoie. Nem os vizinhos da Venezuela, mesmo aqueles que condenam Maduro", disse Putin.

Tropas colombianas saltam de paraquedas em show de exercícios militares
Tropas colombianas saltam de paraquedas em exercício militar © AP Photo / Fernando Vergara

Além disso, a Rússia não aprova a imposição de sanções contra a Venezuela, destacando que tanto os cidadãos comuns como a economia mundial sofrem com isso.

"Não se pode interferir nos assuntos internos, e ainda para mais aplicar sanções, porque, regra geral, são milhões de simples cidadãos que nada têm a ver com as autoridades que sofrem com isso. A economia mundial sofre.” disse Putin.

"Se considerarmos, por exemplo, o fato de a Venezuela ter reduzido para metade a sua produção de petróleo nos últimos anos, se tivermos em conta a situação em que vivem milhões de pessoas na Venezuela, então o que é isso? Com quem estão lutando? Com Maduro ou com a população? É por isso que não aprovamos, pelo contrário, condenamos tais ações", acrescentou.

Putin também advertiu que a dívida de Caracas perante Moscou é atualmente de cerca de US$ 3,5 bilhões e, de acordo com o presidente, a Venezuela está pagando seu empréstimo à Rússia de forma estável, sem quaisquer atrasos.

O presidente adicionou que Moscou não está criando nenhuma base militar na Venezuela. Ele explicou que os especialistas técnicos russos estão na Venezuela para instalar e fazer a manutenção do equipamento militar russo, e que eles estão contratualmente obrigados a fazer isso.

"Não estamos criando lá nada de propósito, não estamos criando bases militares, não estamos enviando tropas para lá - isso nunca aconteceu. Mas nós cumprimos e continuaremos a cumprir nossas obrigações contratuais na esfera da cooperação técnico-militar", disse o líder russo.

Ele lembrou que a Rússia tem vendido oficialmente armas para a Venezuela e, segundo os contratos, é obrigada a fazer a instalação e manutenção dessas armas. "E os nossos especialistas fazem-no", acrescentou Putin.

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